terça-feira, 27 de maio de 2014

terra_e_mar


DOIS AMANTES, O MUNDO
Jorge Reis-Sá

dois amantes, o mundo
cada um no seu reino, beijam-se nas praias
quando as ondas batem as areias

o mar é o meu navio,
hoje naufrago feliz

sabes quem sou, as dunas
que se levantam com o vento são
os sonhos do amor que dormita
em sossego nas praias

a terra és tu o mar sou eu

separador49

In A Palavra no Cimo das Águas, 2000
Imagem: Ton Dubbeldam

 

Sobre o autor:

escritor e editor português. Nasceu em 1977.
Como escritor publicou vários livros de poemas e de narrativa, como o romance Todos os Dias (2006).
Co-organizou com Rui Lage a antologia Poemas Portugueses, uma panorâmica de oito séculos de poesia portuguesa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Reis-S%C3%A1#Biografia

quinta-feira, 15 de maio de 2014

NÃO É DE CAIO FERNANDO ABREU

E o médico perguntou: o que sentes? Sinto lonjuras, doutor. Sofro de distâncias.

Denison Mendes
In Bonsais Atômicos, 2010

Fonte: Editora Multifoco
link > http://goo.gl/l5iXB9

lonjuras_03_final

domingo, 6 de outubro de 2013

Paraíso Tropical! Ilhéus - Bahia – Brasil

casa_aluguel

Clique no link para saber detalhes

www.legisvirtual.com.br/veraneio/

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço aonde se há-de receber esse misterioso filho do tempo - o futuro.

separador49

Antero de Quental
In Prosas da Época de Coimbra, 1982
Org. Sá da Costa

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Se já não bastasse e-mails, pps, blogs, e tantas outras formas de divulgação, os apócrifos  agora chegam ao Facebook, a maior vitrine para se divulgar qualquer coisa.

"Deus costuma usar a solidão
para nos ensinar sobre a convivência.

Às vezes, usa a raiva,
para que possamos compreender
o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio,
quando quer nos mostrar a importância da
aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos
ensinar sobre a responsabilidade
do que dizemos.

Às vezes usa o cansaço,
para que possamos compreender
o valor do despertar.

Outras vezes usa doença,
quando quer nos mostrar
a importância da saúde.

Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar
sobre água.

Às vezes, usa a terra,
para que possamos compreender o valor do ar.

Outras vezes usa a morte,
quando quer mostrar-nos
a importância da vida"

A busca

Paulo Coelho
Continuo a transcrever trechos que anotei entre 1982 e 1986, sobre minhas conversas com J., meu amigo e mestre na Tradição de RAM. Lembro-me que vivia pedindo conselhos a respeito de qualquer decisão que precisava tomar. J. geralmente ficava calado, até que me disse:

- As pessoas que fazem parte de nosso dia-a-dia podem nos dar importantes pistas sobre decisões que precisamos tomar. Mas para isso, basta um olhar aguçado, e um ouvido atento, porque os que tem solução na ponta da língua geralmente são suspeitos.
“É muito perigoso pedir um conselho. É muito arriscado dar um conselho, se temos um mínimo de responsabilidade com a pessoa com quem estamos conversando. Se precisar de ajuda, é melhor ver como as outras pessoas resolvem – ou não resolvem – seus problemas. Nosso anjo muitas vezes usa os lábios de alguém para nos dizer algo, mas esta resposta vem de maneira casual, geralmente num momento em que não deixamos que nossas preocupações escureçam o milagre da vida. Não procure ser coerente o tempo todo; descubra a alegria de ser uma surpresa para você mesmo. Ser coerente é precisar usar sempre a gravata combinando com a meia . É ser obrigado a manter amanhã as mesmas opiniões que você tinha hoje. E o movimento do mundo – onde fica?

“Desde que você não prejudique ninguém, mude de opinião de vez em quando, e caia em contradição sem se envergonhar disso; você tem este direito. Não importa o que os outros vão pensar – porque eles vão pensar de qualquer maneira.

- Mas estamos falando de fé.

- Exatamente. Continue fazendo o que faz, mas procure colocar amor em cada gesto: isso basta para organizar sua busca. Costumamos não dar valor às coisas que fazemos todos os dias, mas são elas que estão transformando o mundo à nossa volta.Pensamos que a fé é tarefa para gigantes, mas basta ler algumas páginas da biografia de qualquer homem santo, que ali descobriremos uma pessoa absolutamente comum – exceto pelo fato de que estava decidida a dividir com os outros o melhor de si mesmo.

“Muitas são as emoções que movem o coração humano quando ele resolve dedicar-se ao caminho espiritual. Pode ser um motivo “nobre”- como fé, amor ao próximo, ou caridade. Ou pode ser apenas um capricho, o medo da solidão, a curiosidade, ou o pavor da morte.

“Nada disto importa. O verdadeiro caminho espiritual é mais forte do que as razões que nos levaram a ele e aos poucos se impõe, com amor, disciplina, e dignidade. Chega um momento em que olhamos para trás, lembramos do início de nossa jornada, então rimos de nós mesmos. Fomos capazes de crescer, embora nossos pés percorressem a estrada por motivos que eram muito fúteis.

- Como descobrir que estou, pelo menos, andando com amor e dignidade neste caminho?

- Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes usa a raiva para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando nos quer mostrar a importância da aventura e do abandono.

“Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença quando quer nos mostrar a importância da saúde.

“Deus costuma usar o fogo para nos ensinar sobre a água. Às vezes usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida.”

- E o que fazer com a sensação de culpa, que todos nós temos?

- Num dos momentos mais trágicos da crucificação, um dos ladrões percebe que o homem que morre ao seu lado é o Filho de Deus. “Senhor, lembra-Te de mim quando estiveres no Paraíso”, diz o ladrão.

“Em verdade, estarás hoje comigo no Paraíso”, responde Jesus, transformando um bandido no primeiro santo da Igreja Católica: São Dimas.

“Não sabemos por que razão Dimas foi condenado a morte. Na Bíblia, ele confessa a sua culpa, dizendo que foi crucificado pelos crimes que cometeu. Suponhamos que tenha feito algo de cruel, tenebroso o suficiente para terminar daquela maneira; mesmo assim, nos últimos minutos de sua existência, um ato de fé o redime – e o glorifica.

“Lembre-se deste exemplo quando, por alguma razão, se julgar incapaz de seguir adiante o seu caminho.”

 

Fonte:
PAULO COELHO'S BLOG
http://paulocoelhoblog.com/2010/04/11/organizando-a-busca/

LEIA TAMBÉM SOBRE ESSE ASSUNTO:
Blog: Autor Desconhecido da Vanessa Lampert
link > goo.gl/E6ugHq

Comunidade do Orkut Afinal, quem é o autor?
link > goo.gl/AdlEBO

quarta-feira, 21 de agosto de 2013
CANÇÃO EXCÊNTRICA
Cecília Meireles

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-te num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
— saudosa do que não faço,
— do que faço, arrependida.
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©Cecília Meireles
In Vaga Música, 1942
Imagem: tela de Elisabeth Sonrel
sexta-feira, 19 de julho de 2013

arvore_coracao

AS LETRAS
Fagundes Varela

Na tênue casca de verde arbusto
Gravei teu nome, depois parti;
Foram-se os anos, foram-se os meses,
Foram-se os dias, acho-me aqui.
Mas ai! O arbusto se fez tão alto,
Teu nome erguendo que não mais vi!
E nessas letras que aos céus subiam
Meus belos sonhos de amor perdi!

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As Letras
Fagundes Varela
Fonte:
www.avozdapoesia.com.br/fagundesvarela

Imagem:
(modificada)
Foto original: Marcos Sá Corrêa

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Richard S. Johnson44


TALVEZ QUE SEJA A BRISA
Fernando Pessoa


Talvez que seja a brisa
Que ronda o fim da estrada,
Talvez seja o silêncio,
Talvez não seja nada...

Que coisa é que na tarde
Me entristece sem ser?
Sinto como se houvesse
Um mal que acontecer.

Mas sinto o mal que vem
Como se já passasse...
Que coisa é que faz isto
Sentir-se e recordar-se?

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Fernando Pessoa na Voz da Poesia

Imagem: Richard S. Johnson

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