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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Estarei ausente por um tempo.

 

“Volta, com medo e tudo.”

Foi.

E começou a redescobrir que coragem, na maioria das vezes, é apenas voltar para o próprio coração. É apenas calar a ausência devastadora e infértil dele. É apenas sair do lugar para um ponto um pouquinho mais espaçoso e espalhador de sementes. É apenas seguir. Com medo e tudo.


 

 

Ana Claudia Saldanha Jácomo In Cheiro de Flor Quando Ri

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Na minha memória tão congestionada e no meu coração tão cheio de marcas e poços, você ocupa um dos lugares mais bonitos.

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 29 de março de 2011

“o presente é só uma rua onde passa quem me esqueceu...”



Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

Quem sabe o valor exato de uma vida?

Sei que há uma vida, e que apagam essa vida — não sei é quem apaga

Mas sei que de cada vida que passa há um universo em mim.


Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

soldeinverno

E no meio de um inverno,
eu finalmente aprendi,
que havia dentro de mim,
um verão invencível.

Mahatma Gandhi

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

caiof

quinta-feira, 22 de abril de 2010


É necessário abrir os olhos e perceber que as coisa boas estão dentro de nós, onde as coisas boas não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver.


Gabriel Garcia Marquez

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Csaba_Markus_sunrise
                                            Pintura de Csaba Markus

“A maturidade me permite olhar com menos ilusões,
aceitar com menos sofrimento,
entender com mais tranquilidade,
querer com mais doçura.”

Lya Luft

Cao_Yong_mediterranean_sunrise                                                             Pintura de Cao Yong


A poesia é o instrumento mais generoso para eliminar a solidão, a indiferença, o desencanto, o cinismo e a discriminação.
A solidão vale como espaço para refletir em profundidade sobre nosso destino comum e a ausência de solidariedade que desequilibra o sistema social, acentua privilégios e exclusões.
Se o poema, muitas vezes, amadurece sem terras, em solidão, sua existência (resistência) se justifica para lembrar que o ser humano mais uma vez não é ilha, mas partilha.
Lindolf Bell

Lindolf Bell nasceu em Timbó, Santa Catarina, em 1938, e faleceu em 10 de dezembro de 1998, em Blumenau.  Fundou o movimento Catequese Poética.  Foi contratado em 1973 para lecionar História da Arte na Fundação Universidade Regional de Blumenau, criando nessa cidade, em 1981, a Praça do Poema.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

orquidea_Bert_Bomb                                                                Foto: Bert Bomb

“aprendi com as primaveras
a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.”

Cecília Meireles

“Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

Florbela Espanca

“Depois do inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.”

“Anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.”

Miguel Torga

Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria primavera,
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera.

Eugénio de Andrade

domingo, 21 de junho de 2009

rosa_21

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"

Bernardo Soares (Heterônimo de Fernando Pessoa)
in Livro do Desassossego

sábado, 23 de maio de 2009

 
"Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh'alma
E nunca, nunca mais eu me entendi..."

[Frag. - Florbela Espanca]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

045_the_sower 
                                                            Van Gogh

"Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum".

Roland Barthes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

abraco_eterno_vivi_vargas     
                                        Escultura de  Vivi Vargas


FRAG. DO TEXTO "SOBRE O ABRAÇO"
ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO

Coisa bem bolada essa dos braços se encaixarem. Uma possibilidade tão perfeita que parece que já foram imaginados também com esse propósito. Mas o melhor do abraço não é a idéia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.

Leia o texto na íntegra >> AQUI

Fonte: http://anajacomo.blogspot.com

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

 escaravelho_rosa
                                                                                 imagem: Ni Ribeiro

Não sou como a abelha saqueadora que vai sugar o mel de uma flor, e depois de outra flor. Sou como o negro escaravelho que se enclausura no seio de uma única rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele; e abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu.

[Roger Martin du Gard, in Os Thibault]

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

tatuagem_chico

segunda-feira, 20 de outubro de 2008
livro_vento
                                                     imagem da internet
 “A vida e os sonhos são as páginas de um livro único; a leitura seguida dessas páginas é o que se chama a vida real; mas quando o tempo habitual da leitura (o dia) passa, e chega a hora do repouso, continuamos a folhear negligentemente o livro, abrindo-o ao acaso nesse ou naquele lugar, e caindo ora em uma página já lida, ora em outra que não conhecemos; mas é sempre o mesmo livro que lemos.”

[Schopenhauer in ”O mundo como vontade e como representação” publicado integralmente no Brasil em 2005 pelo filosofo Jair Barboza]
quinta-feira, 16 de outubro de 2008

barquinho_de_papel
                                                       imagem da internet

Um outro dia, embaixo da chuva, esperamos um barco à beira de um lago; a mesma lufada de aniquilamento me atinge, desta vez por felicidade. Assim, às vezes, a infelicidade ou a alegria desabam sobre mim, sem nenhum tumulto posterior, nenhum outro sentimento: estou dissolvido, e não em pedaços: caio, escorro, derreto. Este pensamento levemente tocado, experimentado, tateado (como se tateia a água com pé) pode voltar. Ele nada tem de solene. É exatamente a doçura.

Roland Barthes

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

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