terça-feira, 30 de setembro de 2008

Música: É Luxo Só
Ary Barroso
Apresentação no programa Som Brasil, TV Globo, em homenagem a Ary Barroso, 27/09/2008

Fonte

Mais sobre Fênix
Mais sobre Ary Barroso
segunda-feira, 29 de setembro de 2008



O início da vida intelectual e literária do Rio de Janeiro do século XIX, por Machado de Assis. Um retrato da época pelo olhar oblíquo das crônicas, romances e contos do autor.

O dia 29 de setembro de 2008 marca o centenário da morte de Machado de Assis.

Fonte: globonews.globo.com

kahlilgibran

Tentar definir a música - que em todo caso não é um produto mas um processo - é quase como tentar definir a poesia, ou seja: trata-se de uma operação felizmente impossível, considerando a futilidade de querer estabelecer uma fronteira entre o que é música e o que não é, entre poesia e não-poesia. Talvez a música seja justamente isto: a procura de uma fronteira constantemente deslocada.

[Luciano Berio]

sábado, 27 de setembro de 2008



Acalanto Da Rosa
Vinicius de Moraes e Cláudio Santoro
 Gilson Peranzzetta, Quarteto em Cy e Boca Livre

Dorme a estrela no céu
Dorme a rosa em seu jardim
Dorme a lua no mar
Dorme o amor dentro de mim
É preciso pisar leve
Ai, é preciso não falar
Meu amor se adormece
Que suave o seu perfume
Dorme em paz rosa pura
O teu sono não tem fim

Do CD Gilson Peranzzetta, Claudio Santoro - Prelúdios e canções de amor, 1989

musa
                                          imagem da internet

Enquanto serena, a musa, em lençóis repousa,
desfaz-se o poeta em letras,
esvaindo em versos de amor,
o amor que sente.
Rasga-se em folhas rabiscadas, o poeta
enquanto a musa descansa e sonha.
Tão pequeno o poeta
e mudas suas palavras, poucas
diante do amor, convertido em silêncio
e versos pálidos.
Repousa a musa e o poeta sangra.
Amanhã, talvez o sol se curve
ao poema mais luminoso do amor que ele sente.
Amanhã, quem sabe, desperte a musa,
mais linda que a manhã
e sinta tremer em seus lábios,
como um beijo,
o verso de amor noturno
do seu poeta louco.

[O Poeta e Sua Musa - Saramar]

cantando_na_chuva imagem da internet

O poeta ia bêbedo no bonde.
O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam tristíssimas.
As casas também iam bêbedas.

Tudo era irreparável.
Ninguém sabia que o mundo ia acabar
(apenas uma criança percebeu mas ficou calada),
que o mundo ia acabar às 7 e 45.
Últimos pensamentos! últimos telegramas!
José, que colocava pronomes,
Helena, que amava os homens,
Sebastião, que se arruinava,
Artur, que não dizia nada,
embarcam para a eternidade.

O poeta está bêbedo, mas
escuta um apelo na aurora:
Vamos todos dançar
entre o bonde e a árvore?

Entre o bonde e a árvore
dançai, meus irmãos!
Embora sem música
dançai, meus irmãos!
Os filhos estão nascendo
com tamanha espontaneidade.
Como é maravilhoso o amor
(o amor e outros produtos).
Dançai, meus irmãos!
A morte virá depois
como um sacramento.

[Aurora  - Carlos Drummond de Andrade]

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

drummond
                                              imagem da internet

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

[Poesia - Carlos Drummond de Andrade]

Related Posts with Thumbnails

Poética

Poesias

Poetas

Vídeos

A Voz aqui

A Poética dos Amigos

Pesquisar neste blog

Rádio

Arquivos