terça-feira, 11 de novembro de 2008


PRECISO ME ENCONTRAR
Candeia
Interp.: Marisa Monte

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar  (2x)
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois que eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois, depois
Que eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois, depois
Depois que eu me encontrar


sábado, 8 de novembro de 2008


DAS ROSAS
Comp. Dorival Caymmi
Intérprete: Ana Salvagni


Nada como ser rosa na vida
Rosa mesmo ou mesmo rosa mulher
Todos querem muito bem a rosa
Quero eu...
Todo mundo também quer
Um amigo meu disse que em samba
Canta-se melhor flor e mulher
E eu que tenho rosas como tema
canto no compasso que quiser

Rosas... rosas... rosas...
Rosas formosas são rosas de mim
Rosas a me confundir
Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas, de abril
Rosas... rosas... rosas...
Rosas mimosas são rosas de ti
Rosas a me confundir
Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas de abril
Rosas a me confundir
Rosas a te confundir
São muitas... são tantas
São todas tão rosas

Fonte do vídeo

Perrault_Leon_Jean_Basile_Son_favori
                                  imagem: Bazile Perrault


Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

[Um Dia - Sophia de Mello Breyner Andresen]


As musas eram nove deusas das artes e ciências na mitologia grega. Eram filhas de Zeus, o rei dos deuses, e de Mnemosine, a deusa da memória. Cada musa protegia uma certa arte ou ciência. Viviam no Monte Olimpo com seu líder, o deus Apolo. Com ele permaneciam jovens e belas eternamente, e com ele aprenderam a cantar. Podiam ver o futuro, o que poucos deuses podiam fazer, tinham também o dom de banir toda tristeza e dor. As musas tinham vozes agradáveis e melódicas e freqüentemente cantavam em coro. Os primeiros escritores e artistas gregos pediam inspiração às musas antes de começar a trabalhar. Qualquer uma delas podia ser invocada, apesar de cada uma proteger uma arte ou ciência especial. Musa é uma palavra que vem do grego "mousa"; dela derivam museu que, originalmente significa "templo das musas", e música que significa "arte das musas".

 urania                                  

 

URÂNIA

A ela foi atribuida a Astronomia.

 

 

 

 


Significado do nome: Rainha das montanhas
Musa da astronomia e da astrologia. Ela é representada com um globo na mão esquerda e um compasso na direita. Urânia veste-se com um manto bordado com estrelas e mantém seus olhos fixos no céu.

                              Thalia

 

THALIA

A ela foi atribuida a Comédia.

 

 

 

 


Significado do nome: Festividade
Musa da comédia, seu símbolo é uma máscara cômica.
Talia também é o nome de uma das Graças (Cáritas).  Kalliope                                   




KALLIOPE

A ela foram atribuidas a Eloqüência, Epopéia e Poesia Épica.

 

 



Significado do nome: Formoso rosto
Considerada a chefe das Musas, é a Musa da poesia épica. Algumas vezes é retratada carregando uma tábua de escrever. Calíope sabia tocar qualquer instrumento.

Polyhymnia






POLÍMNIA

A ela foi atribuida a Retórica e a Poesia Sacra.

 

 

 

 

Significado do nome: Muitas canções
Musa da poesia sacra e dos hinos; seu símbolo é um véu e é sempre retratada com um semblante sério e pensativo.

 
Euterpe_

 



EUTERPE

A ela foi atribuida a Música e a Poesia Lírica.

 

 

 

 

Significado do nome : Delícia
Musa da música e da poesia lírica, seu símbolo é a flauta. Dizem que foi ela que inventou a flauta e outros instrumentos de sopro.

Erato

 

 


ÉRATO

A ela foi atribuida a Poesia de Amor.

 

 

 

 

 


Significado do nome: Adorável
Musa da poesia lírica (elegia), particularmente a poesia amorosa ou erótica, e da mímica. Ela é representada usualmente com uma lira.


Klio

 

 

 

KLIO
A ela foi atribuida a História.

 

 

 

 

Significado do nome  Proclamadora
Musa da História. Com Pierus, rei da Macedônia, ela é a mãe de Jacinto. A ela é atribuída a introdução do alfabeto fenício na Grécia. Seus símbolos usuais são um rolo de pergaminho ou um conjunto de tábuas para a escrita.
As vezes é retratada carregando uma cesta com livros.

Terpsichore

 

 

 

TERPSICHORE

A ela foi atribuida a Dança.

 

 

 


Significado do nome: Delícia de dançar
Musa da dança, seu símbolo é uma lira ou címbalos. Inventou a dança, usa uma coroa de louros e está sempre carregando um instrumento musical em suas mãos.
De acordo com algumas tradições, Terpsícore é a mãe das sereias com o deus ribeirinho Aquelau.

Melpomene

 

 


MELPOMENE

A ela foi atribuida a Tragédia.

 

 

 


Significado do  nome: Coro
Musa da tragédia. Ela é usualmente representada com uma máscara trágica e usando os coturnos (botas tradicionalmente gastas e usadas pelos atores de dramas). Algumas vezes ela segura uma faca ou bastão em uma mão, e a máscara na outra.

 
Fonte e imagens da internet

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pompeo_Batoni_Apollo_and_musas_da_musica_e_poesia_euterpia_e_urania 
   imagem: Pompeo Battoni (Apollo, Euterpia e Urania:
                                     deusas da música e da poesia)


O Deus da parecença
que nos costura em igualdade
que nos papel-carboniza
em sentimento
que nos pluraliza
que nos banaliza
por baixo e por dentro,
foi este Deus que deu
destino aos meus versos,

Foi Ele quem arrancou deles
a roupa de indivíduo
e deu-lhes outra de indivíduo
ainda maior, embora mais justa.

Me assusta e acalma
ser portadora de várias almas
de um só som comum eco
ser reverberante
espelho, semelhante
ser a boca
ser a dona da palavra sem dono
de tanto dono que tem.

Esse Deus sabe que alguém é apenas
o singular da palavra multidão
É mundão
todo mundo beija
todo mundo almeja
todo mundo deseja
todo mundo chora
alguns por dentro
alguns por fora
alguém sempre chega
alguém sempre demora.

O Deus que cuida do
não-desperdício dos poetas
deu-me essa festa
de similitude
bateu-me no peito do meu amigo
encostou-me a ele
em atitude de verso beijo e umbigos,
extirpou de mim o exclusivo:
a solidão da bravura
a solidão do medo
a solidão da usura
a solidão da coragem
a solidão da bobagem
a solidão da virtude
a solidão da viagem
a solidão do erro
a solidão do sexo
a solidão do zelo
a solidão do nexo.

O Deus soprador de carmas
deu de eu ser parecida
Aparecida
santa
puta
criança
deu de me fazer
diferente
pra que eu provasse
da alegria
de ser igual a toda gente

Esse Deus deu coletivo
ao meu particular
sem eu nem reclamar
Foi Ele, o Deus da par-essência
O Deus da essência par.

Não fosse a inteligência
da semelhança
seria só o meu amor
seria só a minha dor
bobinha e sem bonança
seria sozinha minha esperança


[O Poema do Semelhante - Elisa Lucinda]

Ex_Animo

ACALANTO

Ada Ciocci

Vai amado.
Busca por onde quiseres,
com quem quiseres,
como quiseres,
o prazer.
Até mesmo,
aquele prazer que um dia alguém apelidou de amor.
E, se por acaso te cansares e,
do compromisso que um dia nos uniu te lembrares,
se desejares, volta.
Serei a que conforta.
Não saberás da dor,
da saudade,
das lágrimas sentidas que tua ausência causou.


imagem: Tomasz  Rut


CANTIGA
Intérprete: Ceumar
Autor: Zeca Baleiro 


Flower não é flor
Mas eu te dou meu amor,
little flower
Sete cravos, sete rosas,
liro-liro lê, liro-liro lá
Girândolas, girândolas

Give me your love
Love me alive
Leve me leve

Nas asas da borboleta leta
Que borbole bole - bole
Sol que girassole,
Sole mio amore
Flore me now and forever
Never more flores
Never more flores

Fonte do vídeo

John Henry Twachtman

 
Clique na imagem para entrar no álbum do Picasa

John Henry Twachtman, pintor americano, nasceu em 4 de agosto de 1853, e faleceu em 8 de agosto de 1902.
O seu estilo de pintura variou amplamente ao longo de sua carreira. Historiadores de arte consideram que o estilo de Twachtman de impressionismo é entre o mais pessoal e experimental de sua geração. Fazia parte de um movimento chamado de "Os Dez", um grupo aliado de artistas americanos descontentes com organizações de artes profissionais que se uniram em 1898 para exibir os seus trabalhos num grupo de estilos unificado. 
Twachtman nasceu em Cincinnati, Ohio e a sua primeira pintura foi treinando lcom Frank Duveneck.
Como a maioria dos artistas da era, Twachtman foi então para a Europa para se aprimorar, matriculando-se  na Academia de Belas artes em Munique em 1875 e visitou Veneza com Duveneck e William Merritt Chase.
As suas paisagens deste periodo exibem as técnicas que ensinou em Munique.
Twachtman também aprendeu gravura, e às vezes levava chapas onde registrava uma cena que surgia de repente, para depois passar pra tela.
Depois de um retorno breve para a América, Twachtman estudou de 1883 a 1885 ao Académie Julian em Paris, e as pinturas dele trocaram dramaticamente para um estilo de tonalidade macio, cinza e verde. Durante este tempo pintou o que alguns historiadores de arte consideram ser as suas maiores obra-primas, inclusive Arques-la-Bataille, na coleção do Museu Metropolitano de Arte em Nova Iorque, e Estação da primavera, na coleção do Cincinnati Arte Museu.

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