quarta-feira, 29 de setembro de 2010

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VOX POPULI, VOX DEI
A voz do povo, a voz de deus

Um dos maiores estudiosos do nosso folclore, Câmara Cascudo, em Superstição no Brasil, fala sobre a origem desse dito popular:

É hábito nosso fazer adivinhações, por exemplo, como saber o nome do futuro marido ou da futura mulher. Existem várias crenças. (...)
Outra registrada por Câmara Cascudo é a superstição de pôr-se água na boca e esconder-se atrás de uma porta.
O primeiro nome ouvido será o do futuro cônjuge.

A curiosidade é que este hábito não é apenas brasileiro, mas tem origem européia.
As pessoas consultavam o deus Hermes, na cidade grega de Acaia, e faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo.
Depois o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ele ouvisse eram a resposta a sua dúvida.
Assim, vox populi, vox dei. "a voz do povo, a voz de deus" (do deus Hermes)

 

Imagem da Internet: deus Hermes

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COMPOSIÇÃO – I
Eunice Arruda

Criar impactos
com
palavras

Pérolas
deslizando
na correnteza

Como barcos
me transportam
aonde nenhuma viagem chega
e eu colho frutos raros
Nesta ilha – entre
pedras – ressuscito

Com o fôlego
das
palavras

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Fonte >> DAQUI
Imagem da Internet, pelo Google

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Aniversário do meu irmão, só que não ganha presente hoje, porque todos os dias ele é presenteado com essa maravilha dada por Deus.
Desejo que tenha saúde e paz para desfrutar desse presente por toda a sua vida.

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 pancadagrande2
Cahoeira 3 Pancadas (Pancada Grande), Ituberá-Ba.
Imagens da Internet, sem id. de autoria, by Google


Vídeo >> DAQUI

Ah! Esse amor
Autoria: Rosany Costa (Plenytude)
Voz: perfumeforwoman

Vídeo >> DAQUI


Eu sonhei que tu estavas tão linda
Composição: Lamartine Babo e Francisco Mattoso
Intérprete: Renato Motha

Eu sonhei que tu estavas tão linda
Numa festa de raro esplendor,
Teu vestido de baile lembro ainda,
Era branco, todo branco, meu amor.

A orquestra tocou umas valsas dolentes,
Tomei-te aos braços, fomos bailando
Ambos silentes,
E os pares que rodeavam entre nós
Diziam coisas, trocavam juras
A meia voz.

Violinos enchiam o ar de emoções
E de desejos uma centena de corações.

Pra despertar teu ciúme
Tentei flertar alguém,
Mas tu não flertaste ninguém,
Olhavas só para mim,
Vitórias de amor cantei,
Mas foi tudo um sonho, acordei.
 

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 RUMOR
Eugênio de Andrade

Acorda-me
um rumor de ave.
Talvez seja a tarde
a querer voar.

A levantar do chão
qualquer coisa que vive,
e é como um perdão
que não tive.

Talvez nada.
Ou só um olhar
que na tarde fechada
é ave.

Mas não pode voar.

-.-.-

Imagem da Internet sem id. de autoria, by Google

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

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PRIMAVERAS
Casimiro de Abreu

I

A primavera é a estação dos risos.
Deus fita o mundo com celeste afago,
Tremem as folhas e palpita o lago
Da brisa louca aos amorosos frisos.

Na primavera tudo é viço e gala,
Trinam as aves a canção de amores,
E doce e bela no tapiz das flores
Melhor perfume a violeta exala.

Na primavera tudo é riso e festa,
Brotam aromas do vergel florido,
E o ramo verde de manhã colhido
Enfeita a fronte da aldeã modesta.

A natureza se desperta rindo,
Um hino imenso a criação modula
Canta a calhandra, a juriti arrula,
O mar é calmo porque o céu é lindo

Alegre e verde se balança o galho,
Suspira a fonte na linguagem meiga,
Murmura a brisa:- Como é linda a veiga!
Responde a rosa: - Como é doce o orvalho!

II

Mas como às vezes sobre o céu sereno
Corre uma nuvem que a tormenta guia,
Também a lira alguma vez sombria
Solta gemendo de amargura um treno.

São flores murchas: - o jasmim fenece,
Mas bafejado s’erguerá de novo
Bem como o galho do gentil renovo
Durante a noite quando o orvalho desce.

Se um canto amargo de ironia cheio
Treme nos lábios do cantor mancebo,
Em breve a virgem do seu casto enlevo
Dá-lhe um sorriso e lhe intumesce o seio.

Na primavera - na manhã da vida -
Deus às tristezas o sorriso enlaça,
E a tempestade se dissipa e passa
A voz mimosa da mulher querida.

Na mocidade, na estação fogosa,
Ama-se a vida- a mocidade é crença,
E a alma virgem nesta festa imensa,
Canta, palpita, s’ stasia e goza.

 

Casimiro de Abreu
1° de Julho - 1858

Imagem da Internet, by Google

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