segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Agradeço aos amigos pelo carinho.
Estou bem, apenas sem PC.
Espero voltar logo.
Beijo carinhoso!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Meu PC queimou e porisso estou ausente.

Espero voltar em breve.

Beijos
domingo, 8 de fevereiro de 2009


















                                                 Imagem da Internet

ERA O ÚLTIMO AMOR
Luis Filipe Castro Mendes

Era o último amor. A casa fria,
os pés molhados no escuro chão.
Era o último amor e não sabia
esconder o rosto em tanta solidão.

Era o último amor. Quem advinha
o sabor pela escuridão?
Quem oferece frutos nessa neve?
Quem rasga com ternura o que foi verão?

Era o último amor, o mais perfeito
fulgor do que viveu sem as palavras.
Era o último amor, perfil desfeito
entre lumes e vozes passadas.

Era o último amor e não sabia
que os pés à terra nua oferecia.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
chuva_janela
                                imagem da internet



 CHOVE!
José Gomes Ferreira

Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.



O Médium Francisco Cândido Xavier psicografou este lindo Pai Nosso ditado pelo Espírito José Silvério Horta (Monsenhor Horta) em uma das reuniões da Comunhão Espírita Cristã de Uberaba -- Minas Gerais - Brasil. Musicado por Sonekka em 2007.

045_the_sower 
                                                            Van Gogh

"Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum".

Roland Barthes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

  diego_rivera_2
                                             Diego Rivera

A INJUSTIÇA
BERTOLD BRECHT

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Dificuldade com a Nova Ortografia? Sem paciência ou tempo para recorrer ao Guia Ortográfico?
Para quem quer uma resposta rápida, uma ótima dica é este site em que você digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor. No que foi testado funcionou bem.

http://ramonpage.com/ortografa

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