quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Renato Russo e Almas Perfumadas – para lembrar sempre de você, Guria.

ALMAS PERFUMADAS
De Ana Cláudia Saldanha Jácomo
para  sua avó Edith

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende a ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.

Fonte do texto:
http://anajacomo.blogspot.com/2009/10/almas-perfumadas.html
Fonte do Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=9xXzKivx4rE

VÍDEO: LER DEVIA SER PROIBIDO
Campanha de incentivo à leitura idealizada e produzida por: Deborah Toniolo, Marina Xavier, Julia Brasileiro, Igor Melo, Jader Félix, João Paulo Moura, Luciano Midlej, Marcos Diniz, Paulo Diniz, Filipe Bezerra. (Alunos do 2ºano - turma pp02/2003 - do curso de Publicidade e Propaganda da UNIFACS - Universidade Salvador).
Adaptação do texto de Guiomar de Grammont.


O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro. Essa data foi escolhida para a comemoração, considerando-se a data da fundação da Biblioteca Nacional (29/10/1810), por D. João VI. O grande acontecimento permitiu a popularização do livro, tornando mais fácil o acesso à leitura.

OUTRAS DATAS PARA O DIA DO LIVRO

18 de Abril – Dia Nacional do Livro Infantil
23 de Abril  - Dia Internacional do Livro

Dia do Livro Infantil, é fundamental lembrar que o dia 18 de abril foi escolhido para comemorar, por ser esse o dia do nascimento de Monteiro Lobato, um dos precursores da obra literária infantil no Brasil.

O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha. A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.

Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.

No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes. Mais tarde, em 1995, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Internacional do Livro e dos Direitos dos Autores, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.

No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que na Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias para o calendário gregoriano usado na Espanha. Assim Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes.

Fonte: http://pt.wikipedia.org

simoneenloucrescida
clique na imagem para entrar na página

"Sou apenas uma simples mulher, que gosta de brincar com palavras e tem, na poesia, o melhor e mais barato tratamento psicanalista.
E tudo o que me dá mais prazer, calma e satisfação, está no brincar com as letrinhas, tentando fazer delas poesia."


www.avozdapoesia.com.br/simoneenloucrescida

E hoje a Simone Enloucrescida faz aniversário... com a sua página no site da Voz da Poesia brindamos e celebramos esta data festiva, com votos de felicidades.

Tem celebração também no post abaixo.

Hoje celebramos a vida da nossa amiga Simone “Enloucrescida”

E a presenteio com 3 momentos de uma música – que ela sabe – dispensa qualquer palavra:

CARMINA BURANA

UC Davis University Chorus, Alumni Chorus, Symphony Orchestra, and the Pacific Boychoir perform Carl Orff's "Carmina Burana," at the Mondavi Center on the campus of UC Davis. Jeffrey Thomas, conducting, Shawnette Sulker, soprano, Gerald Thomas Gray, tenor, and Malcolm MacKenzie, baritone. Series: Mondavi Center Presents [6/2007]

noite_65
                                            By Google
NOITE TRISTE
J. J. Leandro
 
A noite é curta
para quem dorme.
A noite é longa
para quem vela.
Quem vela
sabe que a noite é triste;
quem dorme
sonha que a noite é bela.
domingo, 25 de outubro de 2009

Música: Campo Branco
Interpréte: Mônica Albuquerque
Composição: Elomar

Campo branco minhas penas que pena secou
todo bem que nóis tinha era a chuva era o amor
num tem nada não nóis dois vai penando assim
campo lindo ai que tempo ruim
tu sem chuva e a tristeza em mim
peço a Deus a meu Deus grande Deus de Abraão
pra arrancar as penas do meu coração
dessa terra seca in ança e aflição
todo bem é de Deus qui vem
quem tem bem lôva a Deus seu bem
quem não tem pede a Deus qui vem
pela sombra do vale do ri gavião
os rebanhos esperam a trovoada chover
num tem nada não
também no meu coração
vô ter relampo e trovão
minh'alma vai florescer
quando a amada e esperada trovoada chegá
iantes das quadra as marrã vão tê
sei que ainda vô vê marrã pari sem querer
amanhã no amanhecer
tardã mais sei qui vô vê
meu dia inda vai nascer
e esse tempo da vinda tá perto de vir
sete casca aruêra cantaram pra mim
tatarena vai rodar vai botar fulô
marela de u'a veis só
pra ela de u'a veis só

(Faixa 3, lado A do disco de Diana "Eterno como Areia". Faixa 2, lado B, Disco 1, do duplo "Na quadrada das águas perdidas", de Elomar)

sábado, 24 de outubro de 2009

Postando um comentário deixado pela Renata Seixas, por entender que essa medida vá beneficiar a todos que lutam pela cultura.
Divulguem, liguem para seus representantes, mandem e-mails (o link com os endereços de e-mails dos deputados está no final do post, copie e cole no seu navegador).

Renata Seixas disse...

“A PEC da Música ganha forças a cada dia e o seu blog está ajudando muito.
Em função da votação de uma Medida Provisória que trancou a pauta, a PEC não foi a Plenário no dia 21/10, conforme previsto. A expectativa é de que seja votada na semana que vem, embora ainda não tenhamos definição quanto à data. Comprometo-me de comunicar assim que houver a confirmação.
A luta continua! Ainda há tempo de colaborar com a música brasileira, aumentando a divulgação!
É importante que as pessoas contatem os deputados de seu Estado e peçam que votem a favor da PEC da Música. Informe seus leitores, é muito importante a participação de todos!

Maiores informações: http://www.otavioleite.com.br/pesquisa.asp?q=pec+da+musica
Twitter da PEC: http://twitter.com/pecdamusica
Twitter do Deputado Otavio Leite (autor da proposta): http://twitter.com/otavioleite

A lista de e-mail de todos os parlamentares está disponível aqui:
http://www2.camara.gov.br/deputados/arquivo”

SAIBA O QUE É A PEC >> AQUI

Quando o político faz algo que justifica o seu cargo, ou seja, representar os interesses da população, deve ter o seu mérito reconhecido, embora não esteja fazendo nenhum favor, porque pra isso ele foi eleito e é muito bem remunerado.

Cao_Yong_winds_of_love
                           Pintura de Cao Yong
 

Clique para ouvir

FAZER AMOR É PISAR NA ETERNIDADE
Texto atribuído a um Frei do Colégio Santo Agostinho


Fazer amor é coisa séria demais…
Não basta um corpo e outro corpo,
Misturados num desejo insosso desses que dão feito fome trivial,
Nascida da gula descuidada aplacada sem zelo,
Sem composturas, sem respeito,
Atendendo exclusivamente a voracidade do apetite. 

 
Fazer amor é percorrer as trilhas da alma,
Uma alma tateando outra alma,
Desvendando véus, descobrindo profundezas,
Penetrando nos escondidos sem pressa… com delicadeza. 


Porque alma tem textura de cristal,
Deve ser tocada nas levezas apalpada com amaciamentos,
Até que o corpo descubra cada uma das suas funções…
Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa. 


As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens,
A boca vai acordando e retirando gostos, provando os sabores,
Bebendo a seiva que jorra das nascentes escorrendo em dons.


É o côncavo e convexo em amorosa conjunção.
Fazer amor é ressurreição! É nascer de novo!
No abraço que aperta sem sufocamentos,
No beijo que fala a sede gritante,
Na escada dos degraus celestiais que levam ao gozo! 


Vale chorar!
Vale gemer!
Vale gritar! 


Porque aí já se chegou ao paraíso,
E qualquer som há de sair,
Quem sabe afinado,
Seja grave, agudo, pianinho,
Há de ser sempre o acorde faltante,
Quando amantes iniciam o milagre do encontro. 


Corpos se ajustaram, almas matizaram:
Fez-se o êxtase
É o instante de Paz
É a escritura da serenidade
E os amantes em assunção, pisam eternidades! 


 

Fonte do áudio:
Voz: Carlos Alberto de Oliveira
Trilha: Love History



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