quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

danny_hahlbohm_christ_and_child                                      Pintura de Danny Hahlbohm


PROMESSA DE ANO NOVO
Roberta Marcon

Só o que quero prometer
para este ano novo
é que não vou prometer mais nada.
Não quero uma lista de idéias      
que pareçam simples no papel,
nem decisões coagidas
pelo espírito de renovação.
Não quero uma lista
de problemas e defeitos,
nem meus e nem dos outros.
Não pretendo usar
o próximo ano para consertar
os erros, pois teria
que me lembrar deles bem agora...
Como poderia começar o ano melhor
se fosse já pensando no que não deu certo?
Não creio na auto-avaliação
com data marcada.
Ela há de ser honesta,
constante e em que tempo for.
Por hora eu quero apenas pensar
que cumpri mais uma etapa,
que tive escolhas e as fiz.
Assumi meus riscos
para aproximar meus sonhos.
Não quero julgar
nem questionar,
muito menos me comprometer
com minhas ações do futuro.
Prefiro chegar até ele devagar.
Prefiro conhecê-lo aos poucos,
sem disfarces ou segundas intenções.
Quero me apresentar a ele
de mãos vazias
e sempre prontas para o trabalho.
Quero chegar sabendo
e aceitando
o fato de que nada é perfeito,
mas que também desta vez
continuarei tentando fazer
o melhor que puder.
Afinal, o calendário de nossa memória
é mais flexível
e tem efeito acumulativo.
Um ano se vai, o outro chega.
Cada um de nós avança mais um passo...

Roberta Marcon
© Todos os direitos reservados
Recebi da Rosany por e-mail, gostei e divido com vocês.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Que os laços de amizade que nos uniram, se perpetuem ao longo de 2010 e que a vida seja um eterno poema de amor, esperança e fé no futuro!

“Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
pra escrever a música sem pretensão
eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
e que triunfe a força da imaginação.”

avozdapoesia_anonovo

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
de rostos serenos, de palavras soltas
eu quero a rua toda parecendo louca
com gente gritando e se abraçando ao sol

Hoje eu quero ver a bola da criança livre
quero ver os sonhos todos nas janelas
quero ver vocês andando por aí

Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
eu até desculpo o que você falou
eu quero ver meu coração no seu sorriso
e no olho da tarde a primeira luz

Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
eu quero um carnaval no engarrafamento
e que dez mil estrelas vão riscando o céu
buscando a sua casa no amanhecer

Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
rasgar a noite escura como um lampião
eu vou fazer seresta na sua calçada
eu vou fazer misérias no seu coração

Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
pra escrever a música sem pretensão
eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
e que triunfe a força da imaginação.

...eu vou fazer seresta na sua calçada
eu vou fazer misérias no seu coração

Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
pra escrever a música sem pretensão
eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
e que triunfe a força da imaginação.

Créditos:
Cartão: Simone Enlou
Música: Sem Mandamentos
Intérprete: Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro

bertoldbrecht
“Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes:
a arte de viver”
(Bertold Brecht)

domingo, 27 de dezembro de 2009

salvador_dali_explosion
                                         Pintura de Salvador Dali

CONDUTA E POESIA
Pablo Neruda

Quando o tempo nos vai comendo com o seu relâmpago quotidiano decisivo, as atitudes fundadas, as confianças, a fé cega se precipitam e a elevação do poeta tende a cair como o mais triste nácar cuspido, perguntamo-nos se já chegou a hora de envilecermos. A hora dolorosa de ver como o homem se sustém a puro dente, a puras unhas, a puros interesses. E como entram na casa da poesia os dentes e as unhas e os ramos da feroz árvore do ódio.
É o poder da idade, ou proventura, a inércia que faz retroceder as frutas no próprio bordo do coração, ou talvez o «artístico» se apodere do poeta e, em vez do canto salobro que as ondas profundas devem fazer saltar, vemos cada dia o miserável ser humano defendendo o seu miserável tesouro de pessoa preferida?
Aí, o tempo avança com cinza, com ar e com água! A pedra que o lodo e a angústia morderam floresce com prontidão com estrondo de mar, e a pequena rosa regressa ao seu delicado túmulo de corola.
O tempo lava e desenvolve, ordena e continua.
E que fica então das pequenas podridões, das pequenas conspirações do silêncio, dos pequenos frios sujos da hostilidade? Nada, e na casa da poesia não permanece nada além do que foi escrito com sangue para ser escutado pelo sangue.

In Nasci para nascer, 1981

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009




Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna
.

 Ouça na voz do Vinicius de Moraes e baixe >> AQUI

POEMA DE NATAL
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

 

Créditos:
Poema >> AQUI
Vídeo >> AQUI
Áudio >> AQUI

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Que este Natal traga a Paz, o Amor, a Saúde, e flua como um doce poema de esperança!
natalavp
barrinha_1

JESUS,
VOCÊ ME ELEVA,
MEU SEMPRE AMIGO!


Presente >> AQUI

Quando estou para baixo, oh minha alma, tão cansada
Quando preocupações surgem e meu coração fica sobrecarregado
Então, eu me acalmo e espero aqui em silêncio
Até você vir e sentar-se por um instante comigo

Você me eleva, então eu posso ficar sobre as montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva: Para mais do que eu posso ser

Você me eleva, então eu posso ficar sobre as montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva: Para mais do que eu posso ser

Não há vida - não há vida sem este desejo
Cada batida do meu coração tão imperfeito
Quando você chega e eu me espanto
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade

Você me eleva, então eu posso ficar sobre as montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva: Para mais do que eu posso ser

Você me eleva, então eu posso ficar sobre as montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva: Para mais do que eu posso ser.

barrinha_1 

Créditos:
Cartão: Simone Enlou
Música: You Raise Me Up
Composição: Brendan Graham / Rolf Lovland
Intérprete: Celtic Woman
Vídeo:
Youtube


Letra Original

When I am down and, oh my soul, so weary;
When troubles come and my heart burdened be;
Then, I am still and wait here in the silence,
Until you come and sit awhile with me.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

There is no life - no life without its hunger;
Each restless heart beats so imperfectly;
But when you come and I am filled with wonder,
Sometimes, I think I glimpse eternity.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

domingo, 20 de dezembro de 2009

natal1
Se você pudesse dar um presente às pessoas carentes nesse Natal, qual seria?

 
Escolher dar um presente
A quem o presente não tem
É missão incondizente
Com as possibilidades de alguém!

E pela dificuldade
Da escolha acertada
Eu daria a cada indigente
A chance de ter sua felicidade realizada!

Seja ela ou não
Algo material
Fazer feliz o coração
Seria o meu presente de Natal!

  
Veja o Regulamento >> AQUI

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