quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

02/12 – Dia Nacional do Samba

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

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AMOR PERENE
Anderson Christofoletti

Theos Estin Agapé
Eros Estin Theos”

Não secularizamos segredos sagrados
Nem crucificamos inocentes.

Aprendemos que só o amor rege os seres,
Que só o amor nos destina à moral e dela nos liberta.

Chegamos a procurar o amor nos corações,
Crendo que toda terra seria fértil;
A acreditar que amar, mais que sensações,
Seria ir além de toda matéria possível.

Mas, mesmo assim, fomos condenados
Culpados...
Julgados pela sombra do pecado,
Culpados...
Pelo medo, degredados;
Pelas aparências subjugadas,
Eternamente culpados...

Porém, se hoje me sinto sem fronteiras:
Sem portas, chaves, senhas...
É porque seus olhos de vida me tocaram.

Se hoje não penso no fim
É porque a vejo em mim;
É porque somos corações
Que não se submeteram às leis dos seres.

©Anderson Christofoletti
► Fonte >>
DAQUI 
► Poesia integrante da I Antologia Poética A Voz da Poesia - 2008, pag. 217
► Imagem: pintura de Ed Tadiello

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 de Novembro - Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher

Nao_Violencia_contra_a_mulher

Recomendo essas visitas:

Secretaria de Políticas para as Mulheres

► O post da Ana Merij no blog Literacia Femea… Vale a pena a visita.

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http://literaciafemea.blogspot.com/

► Ponto Final: Uma Campanha  diferenciada que busca mudanças de atitudes e de padrões culturais

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www.campanhapontofinal.com.br/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

25/11 – DIA DO DOADOR DE SANGUE
Doe sangue e faça alguem nascer de novo

ajudartanosangue1

SAIBA MAIS >> AQUI

terça-feira, 23 de novembro de 2010

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O LIVRO DESCONHECIDO
Clarice Lispector

Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: "Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!"

In A Descoberta do Mundo
Imagem da Internet, by Google (com modificações)

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ADVENTO 1
Rainer Maria Rilke

A minha luta é esta:
sagrado de saudade
divagar pelos dias.
Depois, largo e forte,
com mil raízes fundo
mergulhar vida dentro —
e, amadurecido em dor,
ir longe para além da vida,
longe, para além do tempo.

Minha solidão sagrada,
és tão rica e pura e ampla
como um jardim que desperta.
Sagrada solidão minha —
fecha as tuas portas de ouro
ante os desejos que esperam.

O dia adormece manso, —
vagueio longe dos homens…
Despertos, em vasto círculo,
eu — e uma estrela pálida.

Seu olhar de luz entretecido
repousa claro e cintilante em mim;
parece estar, lá no céu,
tão só como eu aqui…

Fonte >> DAQUI
Imagem: pintura de Frederic Edwin Church

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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A MULHER
António Ramos Rosa

Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura

e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a sutileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.

In  Volante Verde
Imagem: pintura de Svetlana Valueva

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A MÚSICA
Charles Baudelaire

A música p'ra mim tem seduções de oceano!
Quantas vezes procuro navegar,
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano,
Minha pálida estrela a demandar!

O peito saliente, os pulmões distendidos
Como o rijo velame d'um navio,
Intento desvendar os reinos escondidos
Sob o manto da noite escuro e frio;

Sinto vibrar em mim todas as comoções
D'um navio que sulca o vasto mar;
Chuvas temporais, ciclones, convulsões

Conseguem a minh'alma acalentar.
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera,
Que desespero horrivel me exaspera!

In  As Flores do Mal
Tradução de Delfim Guimarães

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