sábado, 2 de abril de 2011

A intenção era fotografar a “LUA GRANDE” do dia 19/03. Mas, algumas coisitas deram erradas:

- o céu nublado;
- o equipamento precário (bondade minha > péssimo mesmo) e
- a pessoa por trás do péssimo precário equipamento…
3D Smiles (116)

A praia, o mar, o céu estavam lindos naquele cair de tarde.

Então, pra vocês, apresento a “minha praia”

 

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“A porta aberta,
o vão do tempo,
a vida apenas,
este momento” 

(Augusto Sérgio Bastos)

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Entre o cinza do amanhã
e o branco da espera,
me permito o azul

(Augusto Sérgio Bastos)

NO VÉRTICE
Abgar Renault


No vértice de nunca e sempre, o ouvido
desconhece a surdez do lusco-fusco
e não compreende os pássaros do olvido
que compõem de ausências o crepúsculo;

formas, regressando do finito,
despem a pele de invernia e luto,
e ergue-se em prata a voz de morto mito;
chegam em carros de rodas de um minuto

pensamentos de fruto, rosas, face,
que em torno da lareira de ontem se amam;
a sombra acende-se; outro verde nasce;

e fábulas e sóis, em convivência,
dentro de adormecido olhar derramam
novas letras de sonho e de existência.

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Mais de Abgar Renault
Imagem da Internet, via Google

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Hoje é dia de pregar peças nos amigos. Concordando ou não, a brincadeira existe em todos os cantos e recantos. E não só no Brasil.

Tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos.

Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram fazer tal comemoração na data antiga. Isso virou motivo de chacota e gozação, por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data, e passaram a fazer brincadeiras com os radicais, enviando-lhes presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o surgimento do dia 1º de abril como dia da mentira.

Aproximadamente duzentos anos mais tarde essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, consequentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril. No Brasil, o primeiro Estado a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida e desmentida no dia seguinte. “A Mentira”, em 1º de abril de 1848, apresentou como notícia o falecimento de D. Pedro, fato que não havia acontecido.

Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano.


Fonte:
DAQUI >>
Brasil Escola
Texto de Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

A imagem é da Internet via Google

quarta-feira, 30 de março de 2011

SEGUE O TEU DESTINO
Ricardo Reis/Fernando Pessoa

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

358741o8cbncp84a[2]

1-7-1916
In Odes de Ricardo Reis / Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de março de 2011

“o presente é só uma rua onde passa quem me esqueceu...”



Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

Quem sabe o valor exato de uma vida?

Sei que há uma vida, e que apagam essa vida — não sei é quem apaga

Mas sei que de cada vida que passa há um universo em mim.


Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

SONETO DAS ALTURAS
Lêdo Ivo

As minhas esquivanças vão no vento
alto do céu, para um lugar sombrio
onde me punge o descontentamento
que no mar não deságua, nem no rio.

Às mudanças me fio, sempre atento
ao que muda e perece, e ardente e frio,
e novamente ardente é no momento
em que luz o desejo, poldro em cio.

Meu corpo nada quer, mas a minh'alma
em fogos de amplidão deseja tudo
o que ultrapassa o humano entendimento.

E embora nada atinja, não se acalma
e, sendo alma, transpõe meu corpo mudo,
e aos céus pede o inefável e não o vento.

4

© Lêdo Ivo
In Acontecimento do soneto, 1948

Imagem: foto de Flávio Cruvinel Brandão

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