Música: É Luxo Só
Ary Barroso
Apresentação no programa Som Brasil, TV Globo, em homenagem a Ary Barroso, 27/09/2008
Mais sobre Ary Barroso
O início da vida intelectual e literária do Rio de Janeiro do século XIX, por Machado de Assis. Um retrato da época pelo olhar oblíquo das crônicas, romances e contos do autor.
O dia 29 de setembro de 2008 marca o centenário da morte de Machado de Assis.
Fonte: globonews.globo.com
Tentar definir a música - que em todo caso não é um produto mas um processo - é quase como tentar definir a poesia, ou seja: trata-se de uma operação felizmente impossível, considerando a futilidade de querer estabelecer uma fronteira entre o que é música e o que não é, entre poesia e não-poesia. Talvez a música seja justamente isto: a procura de uma fronteira constantemente deslocada.
Acalanto Da Rosa
Vinicius de Moraes e Cláudio Santoro
Gilson Peranzzetta, Quarteto em Cy e Boca Livre
Dorme a estrela no céu
Dorme a rosa em seu jardim
Dorme a lua no mar
Dorme o amor dentro de mim
É preciso pisar leve
Ai, é preciso não falar
Meu amor se adormece
Que suave o seu perfume
Dorme em paz rosa pura
O teu sono não tem fim
Do CD Gilson Peranzzetta, Claudio Santoro - Prelúdios e canções de amor, 1989
Enquanto serena, a musa, em lençóis repousa,
desfaz-se o poeta em letras,
esvaindo em versos de amor,
o amor que sente.
Rasga-se em folhas rabiscadas, o poeta
enquanto a musa descansa e sonha.
Tão pequeno o poeta
e mudas suas palavras, poucas
diante do amor, convertido em silêncio
e versos pálidos.
Repousa a musa e o poeta sangra.
Amanhã, talvez o sol se curve
ao poema mais luminoso do amor que ele sente.
Amanhã, quem sabe, desperte a musa,
mais linda que a manhã
e sinta tremer em seus lábios,
como um beijo,
o verso de amor noturno
do seu poeta louco.
[O Poeta e Sua Musa - Saramar]
O poeta ia bêbedo no bonde.
O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam tristíssimas.
As casas também iam bêbedas.
Tudo era irreparável.
Ninguém sabia que o mundo ia acabar
(apenas uma criança percebeu mas ficou calada),
que o mundo ia acabar às 7 e 45.
Últimos pensamentos! últimos telegramas!
José, que colocava pronomes,
Helena, que amava os homens,
Sebastião, que se arruinava,
Artur, que não dizia nada,
embarcam para a eternidade.
O poeta está bêbedo, mas
escuta um apelo na aurora:
Vamos todos dançar
entre o bonde e a árvore?
Entre o bonde e a árvore
dançai, meus irmãos!
Embora sem música
dançai, meus irmãos!
Os filhos estão nascendo
com tamanha espontaneidade.
Como é maravilhoso o amor
(o amor e outros produtos).
Dançai, meus irmãos!
A morte virá depois
como um sacramento.
[Aurora - Carlos Drummond de Andrade]
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
[Poesia - Carlos Drummond de Andrade]
És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir, e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.
Felicidade, és coisa estranha e dolorosa.
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo, despovoado e profundo, persiste.
[Epigrama nº 2 - Cecília Meireles]
"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "
[Fragmentos de Caio F. Abreu]
Guardei-me para ti como um segredo
Que eu mesma não desvendei:
Há notas nesta guitarra que não toquei,
Há praias na minha ilha que nem andei.
É preciso que me tomes, além do riso e do olhar,
Naquilo que não conheço e adivinhei;
É preciso que me ensines a canção do que serei
E me cries com teu gesto
Que nem sonhei.
[Guardei-me para ti - Lya Luft]
Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento
Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser
Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite
[Sophia de Mello Breyner Andresen]
imagem: arquivo pessoal
Clique na imagem para ampliar
No campo de teus sonhos
Colherei os segredos que
Por ti zelam, pra que, de meus dedos,
Escorram as sete chaves de tua alma;
Doação comedida
De teu amor.
Em minhas mãos,
Tuas portas romperão
O silêncio
Da noite
E, então, renascerás luz
Frente às sombras
Das páginas brancas.
[Anderson Christofoletti]
imagem: Carybé
Oh, minha rede que embala
Mais meus sonhos que meu sono,
Ainda quero morrer em ti, sem fala,
Enquanto ouço teu silêncio risonho...
Oh, rede que a mim sabe acolher,
Nada exige, nada cobra, nada implora,
No teu embalar, me ajuda viver,
No teu colo, minha alma acompanhada chora...
Oh, minha rede de sonho e poesia,
Que recolhe minhas lágrimas de madrugada,
Paciente, aguarda o retorno do meu dia,
E, depois de tudo, mais nada...
[Minha rede - Dora Brisa]
Fonte: AQUI
Penso que a primeira leitura de um poema é a verdadeira, e depois disso que nos iludimos acreditando que a sensação, a impressão, se repete. Mas, como disse, pode ser mera fidelidade, mero truque da memória, mera confusão entre nossa paixão e a paixão que sentimos uma vez. Portanto, pode-se dizer que a poesia é uma experiência nova a cada vez. Cada vez que leio um poema, a experiência acaba ocorrendo. E isso é poesia. (...)
Uma vez escrito, esse verso não me serve mais, porque, como já disse, esse verso me veio do Espírito Santo, do subconsciente, ou talvez de algum outro escritor. Muitas vezes descubro que estou apenas citando algo que li tempos atrás, e isto se torna uma redescoberta. Melhor seria, talvez, que os poetas fossem anônimos.
(...)
Para concluir, trago uma citação de Santo Agostinho que, a meu ver, vem bem a calhar. Disse ele; “O que é o tempo? Se não me perguntam o que é o tempo, eu sei. Se me perguntam o que é, então não sei”. Sinto o mesmo em relação à poesia.
Frag. de O Enigma da Poesia - Jorge Luis Borges
Do livro: Esse Ofício do Verso
Não sei se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha tristeza é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda
não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.
[Uma Voz na Pedra - Antonio Ramos Rosa]
imagens da internet
imagem: J. Julio Vaz de Carvalho S. Cruz
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
[Máquina do Tempo - Antonio Gedeão]
AMOR, AMOR
Comp.: Cacaso e Suely Costa
Interp.: Maria Bethania
quando o mar
quando o mar tem mais segredo
não é quando ele se agita
nem é quando é tempestade
nem é quando é ventania
quando o mar tem mais segredo
é quando é calmaria
quando o amor
quando o amor tem mais perigo
não é quando ele se arrisca
nem é quando ele se ausenta
nem quando eu me desespero
quando o amor tem mais perigo
é quando ele é sincero

Clique na imagem para ver em tamanho real.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
[Fragmento de Ausência - Vinicius de Moraes]
Feliz Aniversário!
AMIGO É CASA
Comp.: Capiba e Hermínio Bello de Carvalho
Intérpretes: Zé Renato e Lenine
Amigo é feito casa que se faz aos poucos e com paciência pra durar pra sempre mas é preciso ter muito tijolo e terra preparar reboco, construir tramelas usar a sapiência de um João-de-barro que constrói com arte a sua residência há que o alicerce seja muito resistente que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.
E há que fincar muito jequitibá e vigas de jatobá e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar que os cabelos brancos vão surgindo que nem mato na roceira que mal dá pra capinar e há que ver os pés de manacá cheios de sabiás sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis choro de imaginar!
Pra festa da cumieira não faltem os violões! Muito milho ardendo na fogueira e quentão farto em gengibre aquecendo os corações.
A casa é amizade construída aos poucos e que a gente quer com beira e tribeira com gelosia feita de matéria rara e altas platibandas, com portão bem largo que é pra se entrar sorrindo nas horas incertas sem fazer alarde, sem causar transtorno amigo que é amigo quando quer estar presente faz-se quase transparente sem deixar-se perceber amigo é pra ficar.
Se chegar, se achegar, se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha e oferece lugar pra dormir e comer amigo que é amigo não puxa tapete oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem quando não tem, finge que tem, faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.

Música: Nosso Estranho amor - Caetano Veloso
Participação: Eliana Printes
Imagem: Monet
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
[Pudesse eu - Sophia de Mello Breyner Andresen]
A forma que uma tarde, na montanha, entrevi, e que me fez tão tristemente temer minha própria poesia.
É apenas um prenúncio do mistério
Um suspiro da morte íntima, ainda não desencantada...
Vim para ser lembrado
Para ser tocado de emoção, para chorar
Vim para ouvir o mar contigo
Como no tempo em que o sonho da mulher nos alucinava, e nós
Encontrávamos força para sorrir à luz fantástica da manhã.
[Fragmento de Elegia ao primeiro amigo - Vinicius de Moraes]
Rio de Janeiro, 1943
in Cinco elegias
imagem da internet (modificada no dablink.com)
Pousa sobre esses espetáculos infatigáveis
uma sonora ou silenciosa canção:
flor do espírito, desinteressada e efêmera.
Por ela, os homens te conhecerão:
por ela, os tempos versáteis saberão
que o mundo ficou mais belo, ainda que inutilmente,
quando por ele andou teu coração.
[Epigrama nº I - Cecília Meireles]
MEMÓRIA DAS ÁGUAS
Comp.: Roberto Mendes/Jorge Portugal
Intérprete: Maria Bethânia
Amores são águas doces
Paixões são águas salgadas
Queria que a vida fosse
Essas águas misturadas
Eu que já fui afluente
Das águas da fantasia
Hoje molho mansamente
As margens da poesia
Cachoeira da Vitória
Timbó das pedras de seixo
Vocês são minha memória
Correm em mim desde o começo
Quando o Subaé subia
Beijando o Sergimirim
Um amor de águas limpas
Nascia dentro de mim
E foi assim pela vida
Navegando em tantas águas
Que mesmo as minhas feridas
Viraram ondas ou vagas
Hoje eu lembro dos meus rios
Em mim mesma mergulhada
Águas que movem moinhos
Nunca são águas passadas
Eu sou memória das águas
Eu sou memória das águas

CADÊ VOCÊ
Comp.: Chico Buarque e João Donato
Intérpretes.: Zé Luis Mazziotti e Chico Buarque
Me dê noticia de você
Eu gosto um pouco de chorar
A gente quase não se vê
Me deu vontade de lembrar
Me leve um pouco com você
Eu gosto de qualquer lugar
A gente pode se entender
E não saber o que falar
Seria um acontecimento
Mas lógico que você some
No dia em que o seu pensamento
Me chamou
Eu chamo o seu apartamento
Não mora ninguém com esse nome
Que linda a cantiga do vento
Já passou
A gente quase não se vê
Eu só queria me lembrar
Me dê noticia de você
Me deu vontade de voltar


VIDA
José Antônio Gama de Souza
E se perdesse a eternidade, o tempo
Que aos meus olhos passa
No montanhês horizonte
E se perdesse a maviosidade, o canto
Que meu sentido capta
Do pássaro cantante
E se perdesse a velocidade, o vento
Que o meu rosto toca
Como acaricia o monte
E se perdesse a passividade, o campo
Que meu corpo acolhe
Como se fosse amante
Ainda assim, seriam
O tempo, o canto, o vento e o campo
Básicos atores
Na teatral moldura deste instante...
Em que a vida
Que inspira o amor
Maior que tudo
É sempre o mais importante...
imagem: da internet
imagem: Elizabeth Snow
Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.
Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.
[Às Vezes - Sophia de Mello Breyner Andresen]
De tudo, ficaram três coisas:
a certeza de que ele estava sempre começando,
a certeza de que era preciso continuar
e a certeza de que seria interrompido antes de terminar.
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sono uma ponte,
da procura um encontro."
[Fernando Sabino, in O Encontro Marcado, Ed Record, ed.68ª, p.145]
imagem: qvinho.com.br (com modificações)
Deveis estar sempre bêbado.
Nada mais conta.
Para não sentir a horrível perda de tempo que esmaga os nossos ombros e nos faz pender para a terra, deveis embebedar-vos sem tréguas.
Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embebedai-vos.
E se algumas vezes nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça do vosso quarto, acordais, já diminuída ou desaparecida a bebedeira, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, vos responderão: "são horas de vos embebedardes!"
Para não serdes os escravos martirizados do tempo, embebedai-vos sem cessar!
De vinho, de poesia, ou de virtude, à vossa escolha.
[Charles Baudelaire]
Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus.
Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta;
da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.
Fragmentos - de Os Dragões não Conhecem o Paraíso - Caio Fernando Abreu
Pintura de Paola Roma
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.
A incapacidade de ser verdadeiro - Carlos Drummond de Andrade
Do Livro: Histórias para o rei - Editora Record
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