sábado, 31 de outubro de 2009

Música: Arrumação
Interpréte: Mônica Albuquerque
Composição: Elomar

Josefina sai cá fora e vem vê
Olha os forro ramiado vai chuvê
Vai trimina riduzi toda criação
Das bandas de lá do ri gavião
Chiquera pra cá já ronca o truvão

Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo planta feijão no pó
Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo planta feijão no pó

Mãe purdença inda num cuieu o ai
O ai roxo dessa lavora tardã
Diligença pega panicum balai
Vai cum tua irmã, vai num pulo só
Vai cuiê o ai, o ai da tua avó

Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo planta feijão no pó
Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo planta feijão no pó

Lua nova sussarana vai passá
Sêda branca, na passada ela levô
Ponta d´unha, lua fina risca no céu
A onça prisunha, a cara de réu
O pai do chiquêro a gata comeu
Foi um trovejo c´ua zagaia só
Foi tanto sangue que dá dó

Os cigano já subiro bêra ri
É só danos, todo ano nunca vi
Paciênça, já num guento as pirsiguição
Já só caco véi nesse meu sertão
Tudo que juntei foi só pra ladrão

Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo planta feijão no pó
Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo planta feijão no pó

Jack_Vettriano_Yesterdays_Dreams  
                                         Jack Vettriano


POEMA PARA UM AMOR – XVI
© Fernanda Guimarães

 À janela do olhar
A solidão da saudade
Desnuda-me numa ternura explícita
No horizonte em que me perco
O infinito ilumina-se de ti
Nada mais há a ser dito
Enquanto a tarde se desdobra
Colorindo-se de lilases
Presenciando o teu habitar-me

Sempre resta algo de mim
Que teu olhar busca encontrar
Sabes que meu coração
Nunca desperdiçou gestos
Guiando-te ao lado mais real
Onde o afeto, o amor, a emoção
Ignoram a mais pura das lógicas
Deambulo serenamente por teu olhar
E mesmo que ainda não compreendas
Há a memória do sonho
Que sempre me conduz para ti...

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