sexta-feira, 26 de novembro de 2010

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AMOR PERENE
Anderson Christofoletti

Theos Estin Agapé
Eros Estin Theos”

Não secularizamos segredos sagrados
Nem crucificamos inocentes.

Aprendemos que só o amor rege os seres,
Que só o amor nos destina à moral e dela nos liberta.

Chegamos a procurar o amor nos corações,
Crendo que toda terra seria fértil;
A acreditar que amar, mais que sensações,
Seria ir além de toda matéria possível.

Mas, mesmo assim, fomos condenados
Culpados...
Julgados pela sombra do pecado,
Culpados...
Pelo medo, degredados;
Pelas aparências subjugadas,
Eternamente culpados...

Porém, se hoje me sinto sem fronteiras:
Sem portas, chaves, senhas...
É porque seus olhos de vida me tocaram.

Se hoje não penso no fim
É porque a vejo em mim;
É porque somos corações
Que não se submeteram às leis dos seres.

©Anderson Christofoletti
► Fonte >>
DAQUI 
► Poesia integrante da I Antologia Poética A Voz da Poesia - 2008, pag. 217
► Imagem: pintura de Ed Tadiello

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 de Novembro - Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher

Nao_Violencia_contra_a_mulher

Recomendo essas visitas:

Secretaria de Políticas para as Mulheres

► O post da Ana Merij no blog Literacia Femea… Vale a pena a visita.

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http://literaciafemea.blogspot.com/

► Ponto Final: Uma Campanha  diferenciada que busca mudanças de atitudes e de padrões culturais

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www.campanhapontofinal.com.br/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

25/11 – DIA DO DOADOR DE SANGUE
Doe sangue e faça alguem nascer de novo

ajudartanosangue1

SAIBA MAIS >> AQUI

terça-feira, 23 de novembro de 2010

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O LIVRO DESCONHECIDO
Clarice Lispector

Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: "Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!"

In A Descoberta do Mundo
Imagem da Internet, by Google (com modificações)

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ADVENTO 1
Rainer Maria Rilke

A minha luta é esta:
sagrado de saudade
divagar pelos dias.
Depois, largo e forte,
com mil raízes fundo
mergulhar vida dentro —
e, amadurecido em dor,
ir longe para além da vida,
longe, para além do tempo.

Minha solidão sagrada,
és tão rica e pura e ampla
como um jardim que desperta.
Sagrada solidão minha —
fecha as tuas portas de ouro
ante os desejos que esperam.

O dia adormece manso, —
vagueio longe dos homens…
Despertos, em vasto círculo,
eu — e uma estrela pálida.

Seu olhar de luz entretecido
repousa claro e cintilante em mim;
parece estar, lá no céu,
tão só como eu aqui…

Fonte >> DAQUI
Imagem: pintura de Frederic Edwin Church

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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A MULHER
António Ramos Rosa

Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura

e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a sutileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.

In  Volante Verde
Imagem: pintura de Svetlana Valueva

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A MÚSICA
Charles Baudelaire

A música p'ra mim tem seduções de oceano!
Quantas vezes procuro navegar,
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano,
Minha pálida estrela a demandar!

O peito saliente, os pulmões distendidos
Como o rijo velame d'um navio,
Intento desvendar os reinos escondidos
Sob o manto da noite escuro e frio;

Sinto vibrar em mim todas as comoções
D'um navio que sulca o vasto mar;
Chuvas temporais, ciclones, convulsões

Conseguem a minh'alma acalentar.
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera,
Que desespero horrivel me exaspera!

In  As Flores do Mal
Tradução de Delfim Guimarães

sábado, 20 de novembro de 2010

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Caros Amigos de Literacia,

Fechando as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra, publicamos o pensamento de Literacia sobre Racismo,

e dois artigos que julgamos procedentes, dada a magnitude desta data emblemática  para nossos Irmãos Negros, e para cada Cidadão Brasileiro justo e fraterno.

Que todos os dias sejam Dias do Negro, do Branco, do Índio... da Mulher, do Homem, sem necessidade de calendários marcados, porque a Igualdade se fará Verdade.

Em: http://literaciaracismoecrime.blogspot.com/

 Ana de Abrão Merij

Brasileira - filha das Minas Gerais, Professora Universitária, Fundadora e Editora de Literacia
www.avozdapoesia.com.br/anamerij

"Enquanto a cor da pele dos homens for mais importante que o brilho de seus olhos haverá guerra "
(Robert Nesta 'Bob' Marley)

 


ENCONTREI MINHAS ORIGENS
Oliveira Silveira

Encontrei minhas origens
Em velhos arquivos
Livros

Encontrei
Em malditos objetos
Troncos e grilhetas

Encontrei minhas origens
No leste
No mar em imundos tumbeiros

Encontrei
Em doces palavras
Cantos

Em furiosos tambores
Ritos

Encontrei minhas origens
Na cor de minha pele
Nos lanhos de minha alma

Em mim

Em minha gente escura
Em meus heróis altivos

Encontrei
Encontrei-as, enfim
Me encontrei.

 

Oliveira Ferreira da Silveira, professor, poeta e pesquisador gaúcho foi o idealizador do Dia da Consciência Negra.

Vídeo >> DAQUI

domingo, 14 de novembro de 2010

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TERNURA
David Mourão-Ferreira

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

barrinha_03

In Infinito Pessoal
Imagem: Camille Pissarro (1830-1903)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eu já sabia, claro. Mas é sempre uma alegria constatar como é bom ter amigos e como é bom se saber amigo.
Amigos Queridos, vocês fizeram da “Seresta no Sereno” um SUCESSO! Parabéns a todos!

A Voz da Poesia agradece a todos os cantores, declamadores, palestrante, coordenadores, organizadores e o público em geral que muito colaboraram para que nosso evento, batizado de "Seresta no Sereno", alcançasse o êxito absoluto. A seresta revelou-se um sucesso de público e de crítica, transcorrendo de acordo com o que havia sido programado. Também testemunhamos momentos maravilhosos e de profunda emoção, que ficarão eternizados na lembrança de quem se fez presente, tanto os participantes diretos quanto a audiência convidada. A marca de todo o encontro foi a alegria, a música e poesia como alimentos do espírito, e a oportunidade de confraternização com novos e velhos amigos. Esperamos que mais adiante possamos agendar uma outra edição da "Seresta no Sereno", trazendo grandes novidades, e contando desde já com a participação de todos. Recebam o carinho de "A Voz da Poesia", sempre falando ao coração.

BarrinhasBarrinhas

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Faz alguns dias que estava com problemas para abrir páginas com áudio ou vídeo em que se usa o média player, como também usar alguns programas do Windows como, por exemplo, o Live Writer.

Nas páginas da Web aparecia esta mensagem: “Can not creat directshow player” e o Live Writer fechava assim que era aberto.

Pesquisando nos Fóruns achei a solução, sem precisar desinstalar ou reinstalar abslotumente nada. Vou deixar o link do Fórum, e também a dica do autor:

“iniciar, executar, digite:
regsvr32 vbscript.dll tecle enter,dê ok
reinicie”

Fiz como indicado acima e problema resolvido!

Fonte: >> DAQUI

projeto_itau

Todos os anos, junto com a Fundação Itaú Social, o Banco Itaú busca
reforçar a importância do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Este ano a ação convida toda a sociedade a contribuir para o desenvolvimento dessas crianças através de um gesto simples: a leitura para criança de até 6 anos.

O Itaú está distribuindo, gratuitamente, 8 milhões de livros.
A Coleção Itaú de Livros Infantis é feita de quatro volumes. Você recebe em sua casa, em qualquer lugar do Brasil. O seu único compromisso é ler um livro para uma criança e repassar esse livro para outra pessoa fazer o mesmo.

Para pedir seus livros acesse o site www.lerfazcrescer.com.br




Meu Nome É Noite Vadia
Composição: Altay Veloso
Intérprete: Vitor Ramil




Meu nome é noite vadia  
minha namorada é uma estrela 
A minha casa é a estrada 
Seja ela qual for.


O meu cavalo ainda é o vento 
Mas minha coragem é meu chicote 
A minha casa é a estrada 
Seja ela qual for.


Sou como a lira bonita 
Nas mãos de um moço leviano 
Canto a alegria e a tristeza 
Que ele me faz cantar.


Sou um corcel puro sangue 
Mas meu dono é um cigano 
Por isso nunca moro 
muito tempo 
Num mesmo lugar.


Às vezes sou como as águias 
Bailo nos céus e nas alturas 
E às vezes me arrasto 
Qual serpente sobre o capinzal 
E às vezes sou tão sereno 
Como é serena a brisa do outono 
E às vezes fico enlouquecido 
Feito um vendaval.


Sou como um peixe 
Que as vezes ainda duvida 
Que o mar existe 
Ou uma pedra de sal 
Que se perdeu do mar 
Sou um dos filhos de Eva 
Nasci depois do Paraíso 
Sou como a lágrima 
Eu não sei o que é chorar.

Entre a Pressa e a Poesia
Trevisan
Composição: Trevisan

Ela me pede poesia
E eu peço paciência
Pressa não rima com flor
Nem lua rima com urgência
Ela não sabe esperar
E eu que me desespero
Ela só quer ouvir rima
E eu me perco nos versos

Ela me acha tão lelé
Que não lê
A poesia que eu dedico a escrever

É necessário ver poesia
No arroz com feijão
É Itamar Assumpção
É ficar bem isso sim...
São apenas meias palavras
Sem sentido
Que de tão sentidas
Se sentem obrigadas a serem citadas, recitadas.

Vai lá mas não lê
Vai lá mas não lê
Me acha tão lelé
Que vai lá mas não lê

aprendi_a_deslizar_por_entre_estrelas


Aprendi a deslizar por entre estrelas
De constelações desconhecidas.

O céu – à noite – é mais inconsequente:
Tem um abraço acolhedor.
Mas, ao mesmo tempo,
Um beijo lascivo
Que a gente não vê.
Apenas sente.

- Durante o dia?
À luz do sol
Crio pegadas
E oculto asas…

Linda

Anderson Christofoletti >> DAQUI

quinta-feira, 4 de novembro de 2010
 


Local: Sala A Voz da Poesia (www.paltalk.com)
Data: 06 de Novembro de 2010
Horário: 20 horas (horário de Brasília)

Tema: Músicas de Serestas e Poesia

Você pode instalar o programa em www.paltalk.com ou participar pela site:
www.paltalk.com/express

Acesse a página, crie um login e senha, após entrar, escolha linguagem portuguesa, em seguida selecione a Categoria South América, vai aparecer a lista de salas, escolha a sala A Voz da Poesia.


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