terça-feira, 5 de abril de 2011

DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO
Hilda Hilst

VIII

De luas, desatino e aguaceiro
Todas as noites que não foram tuas.
Amigos e meninos de ternura

Intocado meu rosto-pensamento
Intocado meu corpo e tão mais triste
Sempre à procura do teu corpo exato.

Livra-me de ti. Que eu reconstrua
Meus pequenos amores. A ciência
De me deixar amar
Sem amargura. E que me dêem

Enorme incoerência
De desamar, amando. E te lembrando

- Fazedor de desgosto -
Que eu te esqueça.

barrinha_7

©Hilda Hilst
In Júbilo memória noviciado da paixão, 1974
Imagem da Internet, via Google

SOU CALMARIA
Alexandre Tambelli

Eu vi na minha vida
O tempo passando.
Eu vi cada desejo se dissipando
Com o mal tempo.

A tempestade perdida
Em um ato, em outro contratempo.
E da magia das gotas d'água
Apenas vi, uma ponta de mágoa.

Por que não vivi?
Se tive todo caminho.
Por que o sol eu não vi?

Porque sou a fortaleza secreta
Que do sonho, livre e sozinho
Prefere a calmaria, simples e discreta.

barrinha_4

© Alexandre Tambelli
Imagem da Internet, via Google

Coração, fonte da Vida,
da vida a própria razão.
- E tanta gente eu conheço,
vivendo sem coração...


Adelmar Tavares

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