quinta-feira, 2 de abril de 2009

Poema XV de Pablo Neruda, interpretado por Paco Ibáñez

Gosto quando te calas
porque ficas como ausente,
e me ouves desde longe,
e minha voz não te alcança.
Parece que teus olhos tivessem voado
e parece que um beijo,
te cerrasse a boca.
Como todas as coisas estão cheias
de minha alma...
emerges tu das coisas,
cheia de minha própria alma.
Borboleta de sonhos,
és como minha alma
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto quando calas
porque ficas como ausente,
estás como que se lamentando,
borboleta que sussurras.
Me olhas de longe e minha
voz não te alcança.
Deixa que me cale com teu silêncio.
Deixa que eu também fale com teu silêncio,
Iluminado como uma lâmpada,
simples como uma aliança.
És como a noite quieta e estrelada,
teu silêncio é como uma estrela,
tão distante e singelo.
Gosto quando calas
porque ficas como ausente.
Distante e dolorida como se tivesses morrido.
Uma palavra então,
um sorriso basta.
E já fico feliz,
feliz com aquilo que não é certo.

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