quinta-feira, 30 de julho de 2009

QUE OLHOS SÃO ESSES?
©Paulo Peres
Voz do autor

Que te vêem como uma Deusa no Altar
Que te admira no horizonte ou em qualquer lugar
Que te procura na multidão como se você fosse à única razão
Que mesmo fechados sua imagem projeta em meu coração

Que olhos são esses
Que Faz de você a minha única inspiração
Que transmite em meu tato a maciez do toque de suas mãos,
O calor de seus lábios em ebulição, o aroma do seu perfume.
Incensando minha respiração

Que olhos são esses
Que projeta em minha mente um filme de conto de fadas
Assistindo uma vibrante historia de amor com final feliz
Que me faz sorrir para você,
Mesmo com sua reprovação

Que olhos são esses
Que te vêem como a rainha da beleza Universal
Que vêem em suas gordurinhas extras um charme de beleza especial.
Suas pequenas estrias são como código de barras de identificação.
Que vêem em sua diminuta estatura, a grandeza de uma mulher sem igual.

Que olhos são esses
Que me fazem te querer, sem saber por quê.
Que enfeitiçou meu coração sem me dar uma razão
Que me faz te perdoar em qualquer situação
Que não vêem os seus defeitos, somente perfeição.

Que olhos são esses
Que não dormem sem sonhar com sua canção
Que não entende sua rejeição, só querendo a qualquer preço a sua aprovação.
Que me torna ridículo diante de tanta negação

Que olhos são esses?
Esses são os olhos de um homem apaixonado por você!

 

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                                       Foto: Jack Wolf
É TARDE
Fernando Macias


É tarde
Esperei-te desde a semente
como quem escala o vento

Não vieste

Nascerei de novo
para te aprender

In Gestos de Amanhecer

 

TRADUZIR-SE
Poesia de Ferreira Gullar
Música de Fagner
Interpretação de Adriana Calcanhoto

Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão:
outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

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