sábado, 28 de fevereiro de 2009
heroi_de_pequim
                               imagem: Jeff Widener


RECEITA PARA FAZER UM HERÓI
Reinaldo Ferreira

Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim.
Serve-se morto.


UMA PALAVRA SOBRE A IMAGEM E O RAPAZ QUE DESAFIOU OS TANQUES


O Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian'anmen) em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989. O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tiananmen, em Pequim, capital do país. Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang. Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim.
No dia 4 os protestos estudantis se intensificam muito. No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener (AP) registrou o momento e a imagem ganhou os principais jornais do mundo. O rapaz, que ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje. [wikipédia]
  • Circula informações na Internet que ele era estudante universitário, foi identificado, preso e fuzilado.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

passaro_mao
                                             imagem da internet

 
OS POEMAS
MÁRIO QUINTANA

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Como impedir a inicialização automática de programas com o Windows

Durante a inicialização do Windows, o sistema abre diversos programas e os deixam prontos para uso, muitos deles são úteis - caso dos aplicativos para a impressora, placa de som, rede sem fio e outros - mas boa parte deles podem ser desativadas sem prejudicar sua utilização, com a vantagem de fazer o computador ligar mais rápido, por exemplo: mensageiros instantâneos como o Windows Live Messenger, Google Talk, além de ferramentas como o DAEMON, o atualizador do Java SE Runtime Environment (JRE) e muitos programas que você instala e que não tem qualquer utilidade estarem no iniciar do Windows.
Veja como retirá-los e deixar seu computador mais leve ao carregar o Windows.

  • PADRÃO DO WINDOWS

O programa MSConfig instalado com o Windows permite remover itens da inicialização, porém, não oferece a opção de desabilitá-los temporariamente como o CCleaner, (que você vai aprender logo abaixo). Além disso, no Windows XP, exibe menos informações a respeito dos programas.

Como fazer: Clique em INICIAR > EXECUTAR >
msconfig


Tela do MSConfig

O CCleaner permite interromper tanto a inicialização de programas com links no menu Inicializar do Windows quanto os configurados no registro do sistema.

Ao abrir o CCleaner, selecione a opção Ferramentas na coluna da esquerda, em seguida clique na opção Programas iniciados com o (sistema), a janela deverá ficar semelhante a essa:

Nesta tela estão disponíveis os botões Desabilitar e Remover entrada. O primeiro mantém a opção de reativar o programa, o segundo remove o atalho ou referência permanentemente. Basta selecionar a opção desejada e clicar no botão apropriado.

No exemplo da foto desativamos o Messenger, o Google Talk, o serviço de atualização automática do Java e um link genérico do Superdownloads. Essas chaves, também conhecidas como entradas, podem ser habilitadas mais tarde e são exibidas com uma cor mais clara.

Lembre-se que a desativação de alguns programas podem comprometer o funcionamento do sistema, ainda no exemplo da foto alguns programas exibidos estão relacionados com o antivírus, a placa de vídeo, rede sem fio e som. Em caso de dúvida consulte um usuário mais experiente ou consulte em sites especializados na Internet.

DOWNLOAD DO CCLEANER >> AQUI


FONTE: http://superdownloads.uol.com.br

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Agradeço aos amigos pelo carinho.
Estou bem, apenas sem PC.
Espero voltar logo.
Beijo carinhoso!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Meu PC queimou e porisso estou ausente.

Espero voltar em breve.

Beijos
domingo, 8 de fevereiro de 2009


















                                                 Imagem da Internet

ERA O ÚLTIMO AMOR
Luis Filipe Castro Mendes

Era o último amor. A casa fria,
os pés molhados no escuro chão.
Era o último amor e não sabia
esconder o rosto em tanta solidão.

Era o último amor. Quem advinha
o sabor pela escuridão?
Quem oferece frutos nessa neve?
Quem rasga com ternura o que foi verão?

Era o último amor, o mais perfeito
fulgor do que viveu sem as palavras.
Era o último amor, perfil desfeito
entre lumes e vozes passadas.

Era o último amor e não sabia
que os pés à terra nua oferecia.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
chuva_janela
                                imagem da internet



 CHOVE!
José Gomes Ferreira

Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.



O Médium Francisco Cândido Xavier psicografou este lindo Pai Nosso ditado pelo Espírito José Silvério Horta (Monsenhor Horta) em uma das reuniões da Comunhão Espírita Cristã de Uberaba -- Minas Gerais - Brasil. Musicado por Sonekka em 2007.

045_the_sower 
                                                            Van Gogh

"Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum".

Roland Barthes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

  diego_rivera_2
                                             Diego Rivera

A INJUSTIÇA
BERTOLD BRECHT

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Dificuldade com a Nova Ortografia? Sem paciência ou tempo para recorrer ao Guia Ortográfico?
Para quem quer uma resposta rápida, uma ótima dica é este site em que você digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor. No que foi testado funcionou bem.

http://ramonpage.com/ortografa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

frag_sophia_andresen_1

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
COM LICENÇA POÉTICA
ADÉLIA PRADO

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.

                                                       BERTOLD BRECHT

diego_rivera
                                         Diego Rivera

NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR
BERTOLD BRECHT

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.

monet30Gondolas
                                         Claude Monet

nunojudice_1

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009



Caminhos do Mar
Gal Costa
Composição: Dorival Caymmi/Danilo Caymmi/ Dudu Falcão

Yemanja Odoiá Odoiá
Rainha do mar
Yamanja Odoiá Odoiá
Rainha do mar
O canto vinha de longe
De la do meio do mar
Não era canto de gente
Bonito de admirar
O corpo todo estremece
Muda cor do céu do luar
Um dia ela ainda aparece
É a rainha do mar
Yemanja Odoiá Odoiá
Rainha do mar
Yemanja Odoiá Odoiá
Rainha do mar
Quem ouve desde menino
Aprende a acreditar
Que o vento sopra o destino
Pelos caminhos do mar
O pescador que conhece
as historias do lugar
morre de medo e vontade
de encontrar Yemanja
Yemanja Odoiá Odoiá
Rainha do mar
Yemanja Odoiá Odoiá
Rainha do mar

iemanja 
                                                           Imagem da Internet

2 DE FEVEREIRO – DIA DE IEMANJÁ

Rainha do mar, Iemanjá é a grande mãe do panteão umbandista. A palavra Iemenjá vem de yeyé omo ejá, que significa mãe cujos filhos são peixes. Diz a lenda que o mar é salgado pelas lágrimas que Iemanjá verteu por seus filhos que partiram. Acredita-se que o culto a Iemanjá surgiu entre os egbá, um dos povos ioruba. Para eles, Iemanjá era a orixá do rio Ogum que corre pela atual Nigéria. No entanto, há outros mitos africanos que falam de Iemanjá, o que dificulta a definição precisa da mitologia dessa orixá. Pode-se dizer que a existência de mitos variados no oeste africano envolvendo Iemanjá são um indicativo da importância dessa orixá na religiosidade ioruba. Para alguns, ela é filha de Olokum, o senhor do mar; para outros, é filha de Obatalá com Oduduá. Uma das lendas diz que Iemanjá foi esposa de Orunmilá e depois, de Olofin, rei de Ifé. Iemanjá foi mãe de muitos filhos, entre eles, Oxóssi, Ogum e Xangô.

Houve uma transformação na mitologia de Iemanjá quando essa orixá passou a ser cultuada no Brasil. Na África, ela era orixá da água doce e no Brasil está fortemente ligada ao mar. Provavelmente, isso se deve ao processo histórico em que os negros foram trazidos de suas terras na África para servir como escravos no Brasil em cidades litorâneas.

Iemanjá é a mãe zelosa que cuida de seus filhos com afeto e autoridade. Está sempre de braços abertos para acolhê-los. Iemanjá lembra a mulher madura, mas vigorosa, que exerce grande influência no lar. Ao mesmo tempo, Iemanjá no Brasil, está fortemente ligada à proteção das pessoas ligadas ao mar. Ela protege pescadores e navegantes. No Brasil, há inúmeras celebrações a Iemanjá em cidades litorâneas. Essas festividades repercutem na sociedade, tornando Iemanjá a orixá mais conhecida entre a população não adepta.

Da mesma forma que Oxum, Iemanjá está ligada à maternidade. Oxum, porém, é arquétipo da mãe jovem e sua ligação é com a gravidez, a lactação e com as crianças pequenas. Já, Iemanjá se associa mais à imagem da mãe de filhos criados. Iemanjá é vaidosa, gosta da cor do azul do mar, de roupas bonitas e vistosas, de jóias caras, de respeito e consideração.

Iemanjá é por excelência, arquétipo da maternidade. Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros orixás. É tão generosa quanto as águas que representa e cobrem uma boa parte do planeta.

Iemanjá é o útero de toda a vida, elevada à posição principal da figura materna no panteão de iorubá (Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa Senhora e a Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica na função materna que representa. É a Deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional. Ela é "toda ouvidos" para escutar seus filhos e os acalenta no doce balanço de suas ondas. Ela representa as profundezas do inconsciente, o movimento rítmico, tudo que é cíclico e repetitivo. A força e a determinação são suas características básicas, assim como o seu gratuito sentimento de amizade.

Simbolismos ligados a Iemanjá

Axé: a energia sagrada de Iemanjá está nas águas, principalmente as do mar.
Cor: azul claro.
Dia da semana: sábado.
Elemento natural: água.
Número: 7
Objetos: conchas e pedras marinhas.
Protegidos: as pessoas que vivem do mar e no mar.
Santa católica: Nossa Senhora da Conceição.
Saudação: odó iyá.


Fontes:
www.rosanevolpatto.trd.br
http://naturamistica.com.br

abraco_eterno_vivi_vargas     
                                        Escultura de  Vivi Vargas


FRAG. DO TEXTO "SOBRE O ABRAÇO"
ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO

Coisa bem bolada essa dos braços se encaixarem. Uma possibilidade tão perfeita que parece que já foram imaginados também com esse propósito. Mas o melhor do abraço não é a idéia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.

Leia o texto na íntegra >> AQUI

Fonte: http://anajacomo.blogspot.com



I never loved nobody fully
Always one foot on the ground
And by protecting my heart truly
I got lost
In the sounds
I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind
All these words
I hear in my mind
All this music
And it breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my ha-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aart
And it breaks my ha-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aart
Suppose I never, ever met you
Suppose we never fell in love
Suppose I never ever let you
Kiss me so sweet
And so sah-ah-ah-ah-oft
Suppose I never, ever saw you
Suppose we never, ever called
Suppose I kept on singin' love songs
Just to break
My own fall
Just to break my fa-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aall
Just to break my fa-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aall
Just to break my fa-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aall
Break my fall
Break my fall
All my friends say
That of course it's
Gonna get beh'uh
Gonna get beh'uh
Beh'uh, beh'uh, beh'uh, beh'uh
Behtur, bettur, betterrrr, ohhh...
I never love nobody fully
Always one foot on the ground
And by protecting my heart truly
I got lost
In the sounds
I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind
All these words
I hear in my mind
All this music
And it breaks my heart
And it breaks my heart
I hear in my mind
All of these voices
I hear in my mind
All of these words
I hear in my mind
All of this music
And it breaks my heart
And it breaks my heart
It breaks my ha-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aart
And it breaks my ha, ah, ah, ah, art
And it breaks my ha-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aart
And it breaks my heart
Breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my heart

TRADUÇÃO


Eu nunca amei ninguém completamente
Sempre foi com um pé no chão
E por proteger de verdade meu coração
Eu me perdi nesses sons
Eu ouço na minha mente
Todas essas vozes
Eu ouço na minha mente todas essas palavras
Eu ouço na minha mente toda essa música
E isso parte meu coração
E isso parte meu coração
E isso parte meu coração
Isso parte meu coração
E achei que nunca iria te encontrar
Achei que nunca iriamos nos apaixonar
Achei que nunca deixaria você me beijar de um jeito tão doce e tão suave
Achei que nunca veria você
Achei que nunca conversaríamos
Achei que nunca iria ficar cantando canções de amor só pra me machucar
Só pra me machucar
Só pra me machucar
Me machucar
Me machucar
Todos os meus amigos dizem que é claro que isso vai melhorar
Vai melhorar
Melhor, melhor, melhor, melhor
Melhor, melhor, melhor
Eu nunca amei ninguém completamente
Sempre foi com um pé no chão
E por proteger de verdade meu coração
Eu me perdi nesses sons
Eu ouço na minha mente
Todas essas vozes
Eu ouço na minha mente todas essas palavras
Eu ouço na minha mente toda essa música
E isso parte meu coração
Isso parte meu coração
Parte meu
Coração
Parte meu coração
Eu ouço na minha mente
Todas essas vozes
Eu ouço na minha mente todas essas palavras
Eu ouço na minha mente
toda essa música
E isso parte meu coração
Isso parte meu coração
Parte meu
Coração
Parte meu coração
E isso parte meu coração
Isso parte meu coração
E isso parte meu coração
E isso parte meu coração...

estrela_mao  
                                    imagem da internet

XX
HILDA HILST in
Presságio (1950)

Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.
Se dilacerar-lhes a ponta
ou simplesmente não tocá-las.
Se estão perto cegam meus olhos.
Se estão longe as desejo.

Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.

Pandora
                           Jules Joseph Lefebvre

O Mito da Caixa de Pandora
Recontado por Fábio San Juan

Os gregos antigos contavam muitas histórias sobre a origem das coisas, como todos os povos antigos faziam.

Para explicar a origem das coisas ruins que existem no mundo, os gregos criaram a história da Caixa de Pandora.

Para os gregos, havia muitos deuses, e não só um. Os maiores deuses moravam no alto de uma montanha, o Monte Olimpo, e eram doze. O rei de todos eles era Zeus.

Havia também outros deuses, menores que os deuses do Olimpo, e que se chamavam titãs. Eram menores porque eram menos poderosos, mas mesmo assim eles queriam tomar o lugar dos deuses olímpicos.

Um desses titãs chamava-se Prometeu. Foi ele que, segundo os gregos, criou os homens, a partir do barro. Seu irmão Epimeteu havia criado todos os animais, dando a cada um deles um dom diferente: asas para as aves, força para os felinos, carapaças para as tartarugas, etc. No fim de tudo, não havia sobrado nada para o homem, então Epimeteu pediu ajuda para o irmão e ele resolveu roubar o fogo dos deuses do Olimpo, para ensinar aos homens a fazer tudo o que era possível com o fogo: trabalhar com os metais para fazer armas para caçar outros animais, cozinhá-los, e muito mais.

No entanto, o fogo era dos deuses e Zeus não gostou nada que Prometeu tivesse roubado o fogo. Por isso, Zeus o condenou a ser acorrentado no Monte Cáucaso, e a ter seu fígado comido todos os dias por um abutre. Como ele era imortal, o seu fígado voltava a crescer depois que a ave o comia, e no outro dia encontrava outro fígado inteiro para comer.

Mas Zeus, o rei dos deuses, ainda não estava contente. Para se vingar de Prometeu, Epimeteu e dos homens, que agora tinham o fogo, Zeus pensou em criar um presente tão atraente, mas tão atraente, que Epimeteu não poderia recusar. Prometeu, antes de partir para o seu castigo, havia avisado o irmão: “não aceite presente nenhum de Zeus, ele é traiçoeiro”.

Zeus pediu para todos os deuses para doar algum dom, alguma qualidade, que pudesse reunir em um só ser. Assim, Hefestos moldou sua forma a partir de argila, Afrodite deu-lhe beleza, Apolo deu-lhe talento musical, Deméter ensinou-lhe a colheita, Atena deu-lhe habilidade manual, Poseidon deu-lhe um colar de pérolas e a certeza de não se afogar, Hermes a capacidade de mentir e persuadir.

Esse ser tinha todos os dons dos deuses, por isso foi chamada de Pandora (do grego panta dora).

Zeus, com a ajuda dos deuses, havia criado a primeira mulher.

Epimeteu não resistiu e aceitou o presente. Mas, na bagagem de Pandora, havia uma caixa que Zeus havia enviado. Zeus havia dito a Pandora: “não abra essa caixa de jeito nenhum, ela é um presente para Epimeteu”.

Antes de entregar a caixa para o seu novo marido, Pandora não resistiu à curiosidade e a abriu… deixando escapar todos os males: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira, a paixão e a morte.

Ao perceber o que havia feito, Pandora fechou rapidamente a caixa, deixando preso o último mal: o mal que iria destruir a esperança.

Se ela não tivesse sido rápida o bastante, até mesmo a esperança teria sido destruída.

Algumas pessoas acham que esta história mostra que a mulher só trouxe desgraças para o mundo. Outras, porém, acham que o fato de Pandora ter libertado as coisas ruins para a humanidade deu a oportunidade para que nós, seres humanos, pudéssemos ter motivos para desenvolvermos nossas habilidades. Somente vencendo as dificuldades é que provamos nosso valor.
[Fonte: portaberta.net/educar]

  • A imagem de Pandora é o símbolo da esperança que se encontra no ser humano, a despeito das frustrações e dos desapontamentos, da depressão e das perdas, que ainda tem forças para se agarrar ao sentido da vida e ao futuro que poderá superar a infelicidade do passado.
    Pandora não representa apenas a convicção nos planos futuros, ou a solução dos problemas individuais, ela é um aprendizado de paciência, pois a esperança é uma tênue luz que brilha e nos guia, porém, não dissipa a escuridão da vida. A escuridão é algo profundo e misterioso, pois parece que transcende qualquer coisa que a vida nos ofereça, sob a formade catástrofe.
    Este ângulo da esperança não tem nenhuma ligação com as expectativas programadas. Está na verdade ligado a este algo mais profundo dentro de nós que muitas vezes chamamos de força para viver e que – a despeito de ser uma experiência subjetiva, sem nenhum motivo aparente -quase sempre mostra a diferença entre a vida e a morte. Ela não surge de um ato da vontade, simplesmente aparece misteriosamente dentro de nós e nos leva a perceber o brilho suave de nossa luz e, então, nossa reação às dificuldades será radicalmente alterada.
domingo, 1 de fevereiro de 2009

beijo_22 
                                          imagem da internet

CORPOS
ANDERSON CHRISTOFOLETTI


O sono transpõe a interface
Da luz com a sombra
E teu olhos – monocromáticos -
Fogem dentro da noite
Mergulhando num eclipse somático.

Meus desejos serpenteiam em tua pele-pétala
Invadindo domínios, subjugando defesas,
Devorando aquilo que meus olhos delineiam.

A obtusa face da sede
Se revela e se expressa
Frente à tua
Sublime poesia de fêmea.
Não há tempo consciente para a fome;
Não há limite plausível para o corpo que, outro corpo, devora;
Não há fronteira,
Nome,
Hora...

Identidades fragmentam-se na explosão
Dos sentidos, na revolução da carne.

A lua inclusa sob um negro céu
Escorre em seu halo crescente
E denuncia o grito corporal do gozo.

No silêncio mais expressivo dos seres,
O sono transpõe a interface da noite com a aurora
E nossos olhos comungam anseios saciados
Sob um eclipse etéreo e redentor.

©Anderson Christofoletti
Fonte: http://andersonchristofoletti.blogspot.com

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