quinta-feira, 5 de março de 2009

haikai1
                                                  imagem da internet

 

Haikai (俳句, Haiku ou Haicai) é um forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.

Os poemas consistem em três linhas, contendo na primeira e na última cinco letras japonesas, e sete letras na segunda linha.

O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.

Haikai no Brasil

O primeiro autor a popularizar o haikai no Brasil foi Guilherme de Almeida, que não só o dotou de estrutura métrica rígida, mas ainda de rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo verso possui uma rima interna (a 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma do haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.

Uma outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista. Promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda Goga e Teruko Oda, essa corrente define haikai como um poema de três versos, escrito em linguagem simples, sem rima, escrito em três versos que somam dezessete sílabas poéticas (cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro). Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma referência à estação do ano, expressa por uma palavra (o chamado kigo = palavra de estação).

Uma terceira forma de praticar o haikai no Brasil é a que não julga necessária a métrica nem o uso sistemático de uma referência à estação do ano em que o poema foi composto. Aqui, os principais nomes são Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Alice Ruiz.

Fonte: wikipedia.org

Canto Triste
Comp.: Edu Lobo e Vinícius de Moraes
Interp.: Edu Lobo e Paulo Belinatti

Porque sempre foste a primavera em minha vida
Volta pra mim

Desponta novamente no meu canto
Eu te amo tanto mais, te quero tanto mais

Há quanto tempo faz partiste
Como a primavera que também te viu partir
Sem um adeus sequer

E nada existe mais em minha vida
Como um carinho teu, como um silêncio teu
Lembro um sorriso teu tão triste
Ah, Lua sem compaixão, sempre a vagar no céu

Onde se esconde a minha bem-amada

Onde a minha namorada
Vai e diz a ela as minhas penas e que eu peço

Peço apenas

Que ela lembre as nossas horas de poesia

Das noites de paixão

E diz-lhe da saudade em que me viste
Que estou sozinho e só existe

Meu canto triste

Na solidão.

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