terça-feira, 2 de setembro de 2008

vinho_coracao 
  imagem: qvinho.com.br (com modificações)

Deveis estar sempre bêbado.

Nada mais conta.

Para não sentir a horrível perda de tempo que esmaga os nossos ombros e nos faz pender para a terra, deveis embebedar-vos sem tréguas.

Mas de quê?

De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embebedai-vos.

E se algumas vezes nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça do vosso quarto, acordais, já diminuída ou desaparecida a bebedeira, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, vos responderão: "são horas de vos embebedardes!"

Para não serdes os escravos martirizados do tempo, embebedai-vos sem cessar!

De vinho, de poesia, ou de virtude, à vossa escolha.

[Charles Baudelaire]

olhando_ceu
                                imagem: João Carlos Viegas

Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus.
Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta;
da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.

Fragmentos - de Os Dragões não Conhecem o Paraíso -  Caio Fernando Abreu

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