sábado, 23 de agosto de 2008

Duas taças –  by Edna Medici  
   imagem: Edna Medici

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno!
Poisando em ti o meu amor eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos…

Os meus sonhos agora são mais vagos…
O teu olhar em mim, hoje, é mais terno…
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e pressagos!

A vida, meu Amor, quer vivê-la!
Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas hemos de bebê-la!

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?…
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?…
O mundo, Amor?… As nossas bocas juntas!…

[O Nosso Mundo - Florbela Espanca]


O poeta toma a parte pelo todo,
O acidente pela essência.

Mergulha no que há de mais casto
E intenso nos corações alheios.

Ele não é fundamentalmente desejo de ser,
Mas apodera-se da falta que lhe punge
E transforma-a em alento.

Deseja sim, as palavras que não escreveu.
Regozija-se com os versos que a vida sentiu
E que o tempo imprimiu.

Ama,
Ama o ponto ausente
Que, em tempo presente,
Sua amada escondeu...

©Anderson Christofoletti
Registrada na BN

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