sábado, 7 de abril de 2012

Segundo informações após contato com Célia Bretas Tahan, jornalista, escritora e neta de Cora Coralina, esta confirmou que todos os poemas inéditos de Cora se encontram em poder de sua mãe, Vicência Bretas Tahan (única filha de Cora ainda viva e autora da biografia romanceada "Cora Coragem Cora Poesia") e o poema vinculado pela mídia "Não Sei" e/ou "Saber Viver" ( = contendo as letras de Não Sei não fazem parte do acervo da referida autora.). A divulgação do apócrifo surgiu, porque junto ao poema veio um acréscimo (de origem desconhecida) do verso sem estar entre as aspas: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" do poema Exaltação de Aninha (O Professor) de Cora Coralina, in: Vintém de cobre: meias confissões de Aninha, 9. ed., São Paulo: Global, 2007.

Fonte: DAQUI

 

coracoralinha_falsasatribuicoes

Fonte da imagem: DAQUI

NÃO SEI
SABER VIVER

Buscando Autoria

Não sei se a vida é
curta ou longa
demais para nós.
Mas sei que nada
do que vivemos
tem sentido se não
tocarmos o coração
das pessoas.

Circula pela net – em alguns blogs e sites – creditada à Cecília Meireles. Eis o que diz a autora em seu blog:

http://cancaodosonhoacabado.blogspot.com.br/

“ESCLARECIMENTO

Acabei de lançar este livro: "CANÇÃO DO SONHO ACABADO e outros poemas" Este livro tem uma história... Compus em 1994 um poema chamado "Canção do Sonho Acabado"e recentemente postei na internet; Por algum engano, ele foi atribuído - em vários sites - à Cecília Meirelles, o que muito me lisojeou. No entanto, é importante que as pessoas saibam que é de minha autoria, que tem seus direitos autorais e que foi publicado em 2006 na Antologia Delicatta I. Claro, é o primeiro poema, no meu próprio livro.”

image


CANÇÃO DO SONHO ACABADO
Helenita Scherma

Já tive a rosa do amor
- rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia...
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
- utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais...

In http://cancaodosonhoacabado.blogspot.com.br/

Imagem do blog > DAQUI

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