domingo, 29 de agosto de 2010

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CONVERSEMOS ATRAVÉS DA ALMA
Jalal Ud Din Rumi

Vem!
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes, sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos, sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca, contemo-nos todos os segredos do mundo, como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos que só são capazes de entender se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um, falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: "toca", se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessa, posso mostrar-te.

barrinha

In Poemas Místicos
Imagem da internet sem id. de autoria, by Google

barrinha

sábado, 28 de agosto de 2010

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                                                                       imagem >> daqui

piadadecrianca

                                                                Imagem da internet

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 DUAS DUZIAS DE COISINHAS À TOA QUE DEIXAM A GENTE FELIZ
Otávio Roth


Passarinho na janela,
pijama de flanela,
brigadeiro na panela.

Gato andando no telhado,
cheirinho de mato molhado,
disco antigo sem chiado.

Pão quentinho de manhã,
drops de hortelã,
grito do Tarzan.

Tirar a sorte no osso,
jogar pedrinha no poço,
um cachecol no pescoço.

Papagaio que conversa,
pisar em tapete persa,
eu te amo e vice-versa.

Vaga-lume aceso na mão,
dias quentes de verão,
descer pelo corrimão.

Almoço de domingo,
revoada de flamingo,
herói que fuma cachimbo.

Anãozinho de jardim,
lacinho de cetim,
terminar o livro assim.

 estrelinha bonequinha bonequinhanocesto

Imagens da internet, by Google

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Milton,

Feliz Aniversário!

 

Neste vídeo um afago para o seu coração…

                                                                         Fonte aqui

… e neste também!

                                                                       Fonte >> aqui


Andre Rieu - Annie's Song

Vídeo >> DAQUI

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IX – EXCELSIS
Humberto de Campos

 
Sonhei contigo, novamente... Ouvindo
O rumor da amplidão, nos céus profundos,
Do alto Azul nós olhávamos sorrindo
O gravitar harmônico dos mundos...

Sóis de fogo, planetas de áureo e infindo
Brilho, se agitam juntos a nós... E, em fundos
Céus longínquos, sem órbitas, fugindo,
Passa o bando dos astros errabundos...

As estrelas fugiam-te, medrosas...
Colheste algumas... Outras, pelo espaço,
Se escondiam no véu das nebulosas.

Tu voltavas, sorrindo, para vê-las,
E eu passava, levando-te, ao meu braço
Resplendente de beijos e de estrelas!

barrinha_04 

Humberto de Campos
In Poesias Completas

Imagem da Internet, by Google

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

 

Luciana, abrace essa cantiga por onde passar!

Feliz Aniversário!

 

 
                                                                                                 Vídeo >> DAQUI

 
Com Sandy e a Família Lima

 

Cantiga Por Luciana
Evinha
Composição: Paulinho Tapajós e Edmundo Souto

Manhã no peito de um cantor
cansado de esperar só.
Foi tanto tempo que nem sei
das tardes tão vazias
por onde andei.

Luciana, Luciana,
sorriso de menina
dos olhos de mar...
Luciana, Luciana
abrace essa cantiga
por onde passar.

Nasceu na paz de um beija-flor,
em verso, em voz de amor,
já desponta, aos olhos da manhã,
pedaços de uma vida
que abriu-se em flor.

cor1  

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

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ALMA GÊMEA
Caio Campos e Cida Sanches


Uma palavra, uma lembrança.
Até a falta de esperança que não espera.
Sequer um pensamento que vem nos buscar.
Uma vez ou outra.
E outras tantas que nem dão para contar.
Poetas jurados e juras de amor.
Mesmo que a pena nos negue
Sempre haverá motivos para cantar.

E aquele canto nada mais foi que um momento.
Um momento de pura verdade.
Eterno mesmo foi acreditar naquele momento.


In I Antologia Poética A Voz da Poesia, pag. 167
Imagem: Willem Haenraets

quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sozinha_16

 
Vento No Litoral
Legião Urbana
Composição: Renato Russo



De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Imagem: by Google modificada por Serenissima

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PÁLIDA INOCÊNCIA
Álvares de Azevedo

Por que, pálida inocência,
Os olhos teus em dormência
A medo lanças em mim?
No aperto de minha mão
Que sonho do coração
Tremeu-te os seios assim?

E tuas falas divinas
Em que amor lânguida afinas
Em que lânguido sonhar?
E dormindo sem receio
Por que geme no teu seio
Ansioso suspirar?

Inocência! Quem dissera
De tua azul primavera
As tuas brisas de amor!
Oh! Quem teus lábios sentira
E que trêmulo te abrira
Dos sonhos a tua flor!

Quem te dera a esperança
De tua alma de criança,
Que perfuma teu dormir!
Quem dos sonhos te acordasse,
Que num beijo t'embalasse
Desmaiada no sentir!

Quem te amasse! E um momento
Respirando o teu alento
Recendesse os lábios seus!
Quem lera, divina e bela,
Teu romance de donzela
Cheio de amor e de Deus!

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Leia mais Álvares de Azevedo >>  AQUI

Imagem by Google sem ident. de autoria

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

caiof

sábado, 14 de agosto de 2010

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O SONHO DAS ROSAS
Antonieta Borges Alves

 
Num transporte sublime as rosas encarnadas,
esplêndidas na cor e raras nos perfumes,
no vaso de cristal adormeceram líricas.
Lá fora é claro o céu, e elas enamoradas
pressentem, a sonhar, o festival de lumes
que põem pelos vergéis mil ternuras idílicas.

- Neste mundo haverá mais beleza e harmonia?
Que pincel fixará em traços magistrais
a quietude infinita, a suprema poesia
do sonho que só dura um luar, nada mais?

cora20[1]

In Lírios de Pedra

Imagem >> DAQUI

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

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Para o meu irmão, que faz aniversário hoje.

 

Imagem >> DAQUI

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OUTONO
Rainer Maria Rilke
(Trad. da versão inglesa por Milton José Neves Júnior)


As folhas caem... Caem como se, muito acima,
Os céus também desfolhassem seus jardins.
Caem feito acenos lentos e melancólicos de "não".

E fazem ceder o piso da noite, pesada terra
Desmoronada de estrelas em solidão.

Tudo está em queda... Mesmo a mão que escreve já fraqueja.
E vejo uma sina igual em mãos alheias.

Mas ainda existem Mãos infinitamente suaves que recolhem
As que caem ao solo tomadas pelo marrom das folhas.

ck51 
 
Mais do autor >> AQUI

Imagem: montagem com diversas imagens do Google

Mulheres e flores… Combinação mais que perfeita! Para ver os detalhes, clique na imagem ou veja o álbum no final da postagem.

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Recebi por e-mail, da Iara. Obgda!
Infelizmente no PPS não informa o autor… (Estou pesquisando)

No Picasa

bird_v
                                              (*)imagem


PODE SER QUE UM DIA
Madhu Maretiore

Pode ser que um dia eu fale melhor
sobre as aves em voo.
De quando elas migram,
de como se lançam,
rabiola sem pipa,
ou, quem sabe, uma pipa invisível
guiada por mãos invisíveis.
Pode ser que um dia,
quando aderir a um bando,
eu também deixe alguém fascinado
olhando na praia o grande V
do milagre: eu Vi.

 

In Cadernos de notas

Fonte do texto: Rebra – Rede de Escritoras Brasileiras

Conheça mais da autora >> AQUI

(*) Imagem by Google, sem identificação de autoria

Fonte do vídeo > AQUI

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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                                                        Kim Anderson

 AMIGO
Roseana Murray

Que um amigo se reconheça
sempre
na face de outro amigo
e nesse espelho descanse
seus olhos
e derrame sua alma
como a crina de um cavalo
levemente pousada no vento

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

gilka_machado

image  
                                    Pintura de Gil Marosi


SONETO DE AMOR COMO UM RIO 
Vinicius de Moraes

 

Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que, contudo
Eu já não cria que existisse mais.

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.

Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo

E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.

 

 

Montevidéu, 1959

in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Livro de Sonetos
in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu"

terça-feira, 3 de agosto de 2010

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                                            Imagem: Kim Anderson

ENLEIO
Carlos Drummond de Andrade


Que é que vou dizer a você?
Não estudei ainda o código de amor.
Inventar, não posso.
Falar, não sei.
Balbuciar, não ouso.
Fico de olhos baixos espiando,
no chão, a formiga.
Você sentada na cadeira de palhinha.
Se ao menos você ficasse aí nessa posição,
perfeitamente imóvel, como está,
uns quinze anos (só isso)...
Então, eu diria:
Eu te amo.
Por enquanto sou apenas o menino
Diante da mulher que não percebe nada.
Será que você não entende?
Será que você é burra?

 

In poesias completas, pg 1024

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