Imagem: Michael and Inessa Garmash
Jorge de Sena
Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousando em suor nocturno.
Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava.
Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados.
Conheço o sal que resta em minhas mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai.
Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas.
A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados.
TUDO
Sophia de Mello Breyner Andresen
Tudo me é uma dança em que procuro
A posição ideal,
Seguindo o fio dum sonhar obscuro
Onde invento o real.
À minha volta sinto naufragar
Tantos gestos perdidos
Mas a alma, dispersa nos sentidos,
Sobe os degraus do ar...
Imagem: Jenedy Page
O CANTO E A CONTENDA
Dora Garbe
Não te abras
Não destruas o encanto misterioso
Da nossa encruzilhada
Não me perguntes
O que sou... quem sou.
A vida arrasou-me de acontecimentos
As recordações pesam-me
Estou ferida
De datas trágicas,
De encontros marcados e rupturas
De ter conhecido e sabido
Coisas que me esgotaram.
Dá-me a tua mão
Mas fora do tempo
Além do possível
Para nos realizarmos
Num vazio
Com a devorante sede de terra
Onde poderiamos arder...
Imagem da internet
SÚPLICA
Miguel Torga
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
"Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh'alma
E nunca, nunca mais eu me entendi..."
[Frag. - Florbela Espanca]
Vale ressaltar que a autora acrescentou no final do poema, um texto de Rui Barbosa. É isso que geralmente confunde.
Cleide Canton
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
------------------
“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto". Rui Barbosa
lique na imagem para ampliar
João Domingues Maia
Não te prevejo
porque nem sei de mim
não te conheço
Conduz-me na procura,
nesse revelar-se
de tudo o que surge
entre os papéis expostos
Resto-me a mim
e não me sei
Toma a minha mão.
Imagem: lá do Orkut da Bianca (Su)
CORAÇÃO SEM IMAGENS
Raul de Carvalho
Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trêmulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
OLHAR JARDINEIRO
Ana Cláudia S. Jácomo
Quem ama vê bem, de longe. Quem ama vê bem de perto. Quem ama vê além e ama o que vê. Não há nada a ser mudado, incluído, excluído, para que o amor exista, ele simplesmente é. Olhar jardineiro, que ouve a música original da semente, tanto faz como ela consiga dizer as suas flores. Olhar de ourives, que sente a jóia tantas vezes ainda escondida no silêncio da matéria-prima. Olhar de pescador: não importa o momento do mar, sabe as riquezas que ele guarda, quer as redes retornem cheias ou vazias.
Quem ama vê além e confia no que vê. E é a confiança atemporal e bela desse olhar que atravessa as nossas aparências e, vendo a nossa essência, nos diz seu amor, que buscamos pela vida. Esse olhar que nos ouve, nos sente, nos sabe, e, ouvindo, sentindo, sabendo, nos ama exatamente como somos. Como podemos ser. Como conseguimos, seja lá o que isso significa a cada instante. Poucos lugares têm um cheiro tão bom de descanso e liberdade como tem esse olhar. É maravilhoso recebê-lo. É maravilhoso ofertá-lo. É maravilhoso trocá-lo.
Fonte: anajacomo.blogspot.com
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Proteção da Infância e Adolescência
Mantenha a segurança web de sua família
PASSO 1: DECIDA OS SITES DA INTERNET QUE SEU FILHO PODE VISITAR
Se você não dedica muito tempo à Internet, o primeiro passo é ter uma visão geral deste universo. Ainda que esteja familiarizado com sites de seu interesse, é recomendável que você visite alguns sites para crianças. Preste atenção especial aos sites que recolhem informação pessoal.
Não faltam lugares seguros na Internet para as crianças. Se você não está de acordo com a declaração de privacidade de um determinado site ou se não deseja dar informações pessoais de seu filho, realize uma pesquisa e encontrará um site similar em que não se solicita informação de nenhum tipo.
Bloquear o conteúdo inadequado
Você pode bloquear o conteúdo inadequado antes mesmo de ter acesso a ele. Existem diferentes maneiras de criar um bloqueio eficiente com o software da Microsoft. Explicaremos mais adiante.
Assistente de conteúdo do Internet Explorer 6.
Como pai, você tem uma opinião única sobre o tipo de conteúdo adequado para seu filho, segundo a idade, maturidade e crenças pessoais. O Assistente de Conteúdo do Microsoft Internet Explorer 6 o ajudará a limitar o que seu filho deve ver on-line. Você pode estabelecer os limites segundo seus próprios critérios, as regras de
seleção de conteúdo de internet (PICS -Platform for Internet Content Selection) ou o sistema de avaliação de outra organização que seja da sua confiança. Esses controles de classificação normalmente proporcionam níveis de privacidade que impedem a apresentação de conteúdo inadequado (linguagem obscena, nudez, sexo, violência) sempre que os sites que seus filhos visitarem sites fora de seu critério.
Proteção infantil do Windows Live Messenger.
O Windows Live Messenger também inclui proteção infantil para evitar que seu filho tenha acesso a conteúdo inadequado. Você pode escolher níveis distintos de segurança para cada um de seus filhos, segundo idade e nível de maturidade. As características de proteção infantil (em inglês) proporcionam uma lista completa do que o Windows Live Messenger pode fazer por você e por seus filhos.
Proteção infantil do XBox.
O sistema de jogo Microsoft XBox inclui uma proteção infantil similar, permitindo a restrição a jogos inadequados ou ver filmes em DVD inapropriados. Para obter mais informações sobre como ajudar seus filhos para que estejam mais seguros quando jogarem na Internet, consulte Sugestões de segurança para crianças e jogos.
PASSO 2: AUMENTE A SEGURANÇA E PRIVACIDADE
Além de bloquear o conteúdo inadequado, recomenda-se inibir os sites e os downloads que podem significar um risco à segurança e privacidade. Sugerimos as seguintes configurações, ainda que seus filhos nunca utilizem o equipamento.
Criar contas de usuário diferentes.
O Microsoft Windows XP Home Edition permite a criação de várias contas de usuário para o equipamento. Cada usuário pode iniciar a sessão independentemente e tem um perfil único, com sua própria área de trabalho e pasta Meus Documentos. Como pai, você pode criar uma conta de administrador com controle total sobre o equipamento e designar contas de usuário limitado para seus filhos.
Os usuários limitados não podem mudar a configuração do sistema ou instalar hardware ou software novo, o que inclui a maioria dos jogos, reprodutores de mídia e programas de bate-papo. Para obter mais informação sobre como configurar contas de usuário diferentes, consulte Compartilhando arquivos e pastas: introdução (em inglês).
Ajustar a configuração de segurança do navegador web.
Você também pode proteger seus filhos por meio do navegador Web. O Internet Explorer 6+ ajuda a controlar as preferências de segurança e privacidade, definindo níveis de segurança a sites. O Internet Explorer 6 também protege sua privacidade on-line pois controla o modo como os sites realizam o rastreamento de suas atividades.
PASSO 3: RASTREIE OS SITES QUE SEUS FILHOS VISITAM
Embora nem sempre você esteja presente enquanto seus filhos navegam na Internet, você pode sondar os sites que eles visitaram com a ajuda do histórico do Internet. Para ver o histórico da Internet, clique no botão Histórico na barra de ferramentas do navegador. Para obter mais informações sobre como utilizar a lista do histórico, consulte
Procurar e voltar às páginas web que foram visitadas recentemente (em inglês).
Clique sobre uma pasta para expandi-la e examine os sites que seu filho visitou.
Com a proteção infantil do Windows Live Messenger, você pode receber semanalmente um informativo por e-mail no qual esteja detalhada a atividade on-line do seu filho, inclusive o tempo total que ele esteve conectado, os sites que ele visitou ou tentou visitar, os endereços de e-mail e as IDs do MSN Messenger das pessoas com as quais ele manteve correspondência, além dos arquivos que ele baixou.
PASSO 4: LEMBRE AS CRIANÇAS DE NÃO FALAREM COM DESCONHECIDOS ONLINE
Os bate-papos em tempo real e as mensagens instantâneas são ótimos meios de comunicação entre as crianças e seus amigos, mas o anonimato da Internet também oferece um risco fazendo com que elas se tornem vítimas de impostores e predadores. Para minimizar a vulnerabilidade das crianças, ensine-as a adotarem precauções como as seguintes:
- Utilizar somente o nome ou um apelido como identificação.
- Nunca revelar um número de telefone ou endereço.
- Nunca enviar fotografias deles.
- Nunca marcar encontros com alguém que tenham conhecido on-line sem supervisão.
- Para proteger as crianças nos mensageiros instantâneos, configure o software para que somente permita contatos aprovados.
Para bloquear contatos desconhecidos no Windows Live Messenger:
Clique em Ferramentas.
Selecione Opções.
Escolha a guia Privacidade.
Adicione as pessoas que você conhece à lista Permitir e bloqueie todos os demais usuários.
O Windows Live Messenger também oferece uma "lista aprovada" para ajudar os pais a limitarem as trocas de e-mail de seus filhos.
Definir regras familiares para o uso da Internet
Ainda que o software possa proteger sua família do conteúdo inadequado na Web, nada pode substituir o ensino de algumas regras básicas aos seus filhos. Fale com eles sobre os riscos gerados pela conexão e ensine-os a enfrentar situações desagradáveis. Finalmente, estabeleça limites e os discuta com seus filhos. Juntos vocês podem criar um ambiente ameno e mais seguro para quando eles se conectarem.
Fonte: www.internetsegura.org
Reprodução na íntegra


Acordei com essa beleza na minha varanda… um vaso de lírio rosa que Dona Rosa – minha mãe – com mãos de fada cultiva…. com tanta simplicidade quanto os próprios lírios.
Foto: Luciana
E como rosa vermelha eu sou – a Nara França nas suas andanças se deparou com estas…. e, claro, lembrou de mim e clicou… brigaduuuuu ;-)
“… E o dia amanheceu
Em paz”
(Valsinha – Chico e Vinicius)
Imagem da Internet
SER MÃE
Coelho Neto
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.
Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!
Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!
A mais antiga celebração do Dia das Mães tem origem mitológica. Na Antiga Grécia, a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus , considerada a Mãe dos Deuses.
Bem mais tarde, no início do século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Este dia ficou conhecido como o Mothering Sunday (Domingo das Mães). Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada, em 1872, por Júlia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz.Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.
No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso.
Fonte: O Guia dos Curiosos de Marcelo Duarte
COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO
No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou sites de notícias e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.
Entre no site e cadastre seu blog:
http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com
O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogs e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem coletiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Fonte: http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com
CARNE
VINICIUS DE MORAES
Rio de Janeiro, 1933
Que importa se a distância estende entre nós léguas e léguas
Que importa se existe entre nós muitas montanhas?
O mesmo céu nos cobre
E a mesma terra liga nossos pés.
No céu e na terra é tua carne que palpita
Em tudo eu sinto o teu olhar se desdobrando
Na carícia violenta do teu beijo.
Que importa a distância e que importa a montanha
Se tu és a extensão da carne
Sempre presente?
Uma homenagem ao trabalhador.
O Operário em Construção – Vinícius de Moraes na voz de Taiguara
parte 1
parte 2
BAIXAR O ÁUDIO >> AQUI
"E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
-- Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
-- Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8."
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
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