quarta-feira, 27 de março de 2019
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ESCOLHA
Lya Luft
Apesar do medo
escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.
Opto pela loucura, com um grão
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.
Desculpem, mas devo dizer:
eu
quero o delírio.

© Lya Luft
In: Pra não dizer adeus, 2005
Arte: Steve Hanks

Lya Luft
Apesar do medo
escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.
Opto pela loucura, com um grão
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.
Desculpem, mas devo dizer:
eu
quero o delírio.
© Lya Luft
In: Pra não dizer adeus, 2005
Arte: Steve Hanks
terça-feira, 26 de março de 2019
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DE AMARELO
Deborah Brennand
Hoje devo me vestir de amarelo:
espantar os olhos negros da solidão,
tal a luz do girassol de ouro dourado
que abre pétalas iluminando nuvens.
Quem saberá (nem ela mesma) o artifício
usado para enganá-la? Sonhos? Jardins?
Não digo. Hoje me visto de amarelo
e vou, nos ramos, entoar da ave o canto.
Quero espantar olhos de solidão
que vem das grutas e abandona montes
para comer a relva rubra do meu coração.
Mas hoje, de amarelo, espantarei a fera
Fugindo, à procura de outra vítima:
Quem sabe, a mata?
![hummingbirdredrose[1] hummingbirdredrose[1]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3fpmq2RFLbH4o4HSEOMNjpVw0pU3BUq2dmGdYU2P1WOi8AC7bxdBK7ujPehY3C0kJ0Mh1OjitFzM2LE8LIJIcG-sXh-8a-7128ZSCPBK6IoW1bTWOLGoX8sZA-9YQUQP3_beNylaLlOzX/?imgmax=800)
© Deborah Brennand
In: Poesia reunida, 2007
Arte: Albert Lynch
![hummingbirdredrose[1] hummingbirdredrose[1]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3fpmq2RFLbH4o4HSEOMNjpVw0pU3BUq2dmGdYU2P1WOi8AC7bxdBK7ujPehY3C0kJ0Mh1OjitFzM2LE8LIJIcG-sXh-8a-7128ZSCPBK6IoW1bTWOLGoX8sZA-9YQUQP3_beNylaLlOzX/?imgmax=800)
Deborah Brennand
Hoje devo me vestir de amarelo:
espantar os olhos negros da solidão,
tal a luz do girassol de ouro dourado
que abre pétalas iluminando nuvens.
Quem saberá (nem ela mesma) o artifício
usado para enganá-la? Sonhos? Jardins?
Não digo. Hoje me visto de amarelo
e vou, nos ramos, entoar da ave o canto.
Quero espantar olhos de solidão
que vem das grutas e abandona montes
para comer a relva rubra do meu coração.
Mas hoje, de amarelo, espantarei a fera
Fugindo, à procura de outra vítima:
Quem sabe, a mata?
© Deborah Brennand
In: Poesia reunida, 2007
Arte: Albert Lynch
segunda-feira, 11 de março de 2019
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O VENTO
Dora Ferreira da Silva
Na palma do vento
pouso a fronte. Nele confio.
A quem confiaria senão a ele
este rude labor?
Abandono-me à tormenta
(lumes mastros
gaivotas do mar próximo).
Enreda-me a noite.
Mas dele são os dedos leves
que me fecham os olhos. E é manhã.
Dora Ferreira da Silva
Na palma do vento
pouso a fronte. Nele confio.
A quem confiaria senão a ele
este rude labor?
Abandono-me à tormenta
(lumes mastros
gaivotas do mar próximo).
Enreda-me a noite.
Mas dele são os dedos leves
que me fecham os olhos. E é manhã.
In: Jardins (Esconderijos), 1979
Arte: Ronny (photographer)
domingo, 10 de março de 2019
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SONETO DE FIDELIDADE
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Estoril, outubro de 1939
In: Poemas, sonetos e baladas, 1946
Arte: Jeff Rowland (lovers stroll)
In: Poemas, sonetos e baladas, 1946
Arte: Jeff Rowland (lovers stroll)
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10/03/1927
10/09/2018
10/09/2018
Hoje D. Rosa faz 92 anos de nascimento e 6 meses de renascimento. Cuidou, com muito zelo, do seu jardim enquanto aqui esteve: 8 sementinhas que ela transformou em árvores de bons frutos. Agora ela ajuda a cuidar dos Jardins de Deus, com o mesmo zelo e amor.
A sua bênção, minha mãe! Amor Infinito🙏 ❤️💙💜
A sua bênção, minha mãe! Amor Infinito🙏 ❤️💙💜
❤️ 💙💜
sábado, 9 de março de 2019
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O TREM QUE TRAZ A NOITE
Flora Figueiredo
O que faz essa tarde luminosa
descartar o lírio,
aborrecer a rosa?
É que o trem que traz a noite
está atrasado.
A tarde quer encontrar seu namorado
e não tem quem deixar em seu lugar.
Se o trem que traz a noite
não chegar,
há de haver bastante alteração:
O dia vai ficar bem mais comprido
e acabar pisando no vestido
da manhã de amanhã
que aguarda a vez.
Quando o trem que traz a noite
vir o que fez,
vai tratar de acertar a sua hora,
pois um trem que se preza
não demora
no vai-e-vem que vem e vai
de lá pra cá.
Ninguém segura a paixão abrasadora
entre uma tarde luminosa e um sabiá.

In: O trem que traz a noite, 2001
Arte: Jeff Rowland
Flora Figueiredo
O que faz essa tarde luminosa
descartar o lírio,
aborrecer a rosa?
É que o trem que traz a noite
está atrasado.
A tarde quer encontrar seu namorado
e não tem quem deixar em seu lugar.
Se o trem que traz a noite
não chegar,
há de haver bastante alteração:
O dia vai ficar bem mais comprido
e acabar pisando no vestido
da manhã de amanhã
que aguarda a vez.
Quando o trem que traz a noite
vir o que fez,
vai tratar de acertar a sua hora,
pois um trem que se preza
não demora
no vai-e-vem que vem e vai
de lá pra cá.
Ninguém segura a paixão abrasadora
entre uma tarde luminosa e um sabiá.
In: O trem que traz a noite, 2001
Arte: Jeff Rowland
sexta-feira, 8 de março de 2019
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MAR ABSOLUTO
Cecília Meireles
Foi desde sempre o mar,
E multidões passadas me empurravam
como o barco esquecido.
Agora recordo que falavam
da revolta dos ventos,
de linhos, de cordas, de ferros,
de sereias dadas à costa.
E o rosto de meus avós estava caído
pelos mares do Oriente, com seus corais e pérolas,
e pelos mares do Norte, duros de gelo.
Então, é comigo que falam,
sou eu que devo ir.
Porque não há ninguém,
tão decidido a amar e a obedecer a seus mortos.
E tenho de procurar meus tios remotos afogados.
Tenho de levar-lhes redes de rezas,
campos convertidos em velas,
barcas sobrenaturais
com peixes mensageiros
e cantos náuticos.
E fico tonta.
acordada de repente nas praias tumultuosas.
E apressam-me, e não me deixam sequer mirar a rosa-dos-ventos.
"Para adiante! Pelo mar largo!
Livrando o corpo da lição da areia!
Ao mar! - Disciplina humana para a empresa da vida!"
Meu sangue entende-se com essas vozes poderosas.
A solidez da terra, monótona,
parece-mos fraca ilusão.
Queremos a ilusão grande do mar,
multiplicada em suas malhas de perigo.
Queremos a sua solidão robusta,
uma solidão para todos os lados,
uma ausência humana que se opõe ao mesquinho formigar do mundo,
e faz o tempo inteiriço, livre das lutas de cada dia.
O alento heróico do mar tem seu pólo secreto,
que os homens sentem, seduzidos e medrosos.
O mar é só mar, desprovido de apegos,
matando-se e recuperando-se,
correndo como um touro azul por sua própria sombra,
e arremetendo com bravura contra ninguém,
e sendo depois a pura sombra de si mesmo,
por si mesmo vencido. É o seu grande exercício.
Não precisa do destino fixo da terra,
ele que, ao mesmo tempo,
é o dançarino e a sua dança.
Tem um reino de metamorfose, para experiência:
seu corpo é o seu próprio jogo,
e sua eternidade lúdica
não apenas gratuita: mas perfeita.
Baralha seus altos contrastes:
cavalo, épico, anêmona suave,
entrega-se todos, despreza ritmo
jardins, estrelas, caudas, antenas, olhos, mas é desfolhado,
cego, nu, dono apenas de si,
da sua terminante grandeza despojada.
Não se esquece que é água, ao desdobrar suas visões:
água de todas as possibilidades,
mas sem fraqueza nenhuma.
E assim como água fala-me.
Atira-me búzios, como lembranças de sua voz,
e estrelas eriçadas, como convite ao meu destino.
Não me chama para que siga por cima dele,
nem por dentro de si:
mas para que me converta nele mesmo. É o seu máximo dom.
Não me quer arrastar como meus tios outrora,
nem lentamente conduzida.
como meus avós, de serenos olhos certeiros.
Aceita-me apenas convertida em sua natureza:
plástica, fluida, disponível,
igual a ele, em constante solilóquio,
sem exigências de princípio e fim,
desprendida de terra e céu.
E eu, que viera cautelosa,
por procurar gente passada,
suspeito que me enganei,
que há outras ordens, que não foram ouvidas;
que uma outra boca falava: não somente a de antigos mortos,
e o mar a que me mandam não é apenas este mar.
Não é apenas este mar que reboa nas minhas vidraças,
mas outro, que se parece com ele
como se parecem os vultos dos sonhos dormidos.
E entre água e estrela estudo a solidão.
E recordo minha herança de cordas e âncoras,
e encontro tudo sobre-humano.
E este mar visível levanta para mim
uma face espantosa.
E retrai-se, ao dizer-me o que preciso.
E é logo uma pequena concha fervilhante,
nódoa líquida e instável,
célula azul sumindo-se
no reino de um outro mar:
ah! do Mar Absoluto.
In: Mar Absoluto, 1945
Arte: James Griffin
quarta-feira, 6 de março de 2019
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Este vídeo é para uma Professora muito amada!
Feliz Aniversário, Rita de Cássia!
Nós - eu e a poesia - amamos você!
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POEMA NATURAL
Adalgisa Nery
Abro os olhos, não vi nada
Fecho os olhos, já vi tudo.
O meu mundo é muito grande
E tudo que penso acontece.
Aquela nuvem lá em cima?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Ontem com aquele calor
Eu subi, me condensei
E, se o calor aumentar, choverá e cairei.
Abro os olhos, vejo um mar,
Fecho os olhos e já sei.
Aquela alga boiando, à procura de uma pedra?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Cansei do fundo do mar, subi, me desamparei.
Quando a maré baixar, na areia secarei,
Mais tarde em pó tomarei.
Abro os olhos novamente
E vejo a grande montanha,
Fecho os olhos e comento:
Aquela pedra dormindo, parada dentro do tempo,
Recebendo sol e chuva, desmanchando-se ao vento?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Fecho os olhos, já vi tudo.
O meu mundo é muito grande
E tudo que penso acontece.
Aquela nuvem lá em cima?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Ontem com aquele calor
Eu subi, me condensei
E, se o calor aumentar, choverá e cairei.
Abro os olhos, vejo um mar,
Fecho os olhos e já sei.
Aquela alga boiando, à procura de uma pedra?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Cansei do fundo do mar, subi, me desamparei.
Quando a maré baixar, na areia secarei,
Mais tarde em pó tomarei.
Abro os olhos novamente
E vejo a grande montanha,
Fecho os olhos e comento:
Aquela pedra dormindo, parada dentro do tempo,
Recebendo sol e chuva, desmanchando-se ao vento?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
In: Poemas,1937
Arte: Richard S. Johnson
segunda-feira, 4 de março de 2019
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UM VERSO E UM CHORINHO
Autor: Hardy Guedes Alcoforado Filho
Intérpretes: Luciane Antunes e Hardy Guedes
Se a minha dor coubesse inteira no meu verso
e o meu verso por inteiro num chorinho
tenho certeza que meu coração poeta
ia cantar ao lado de um cavaquinho
pra dividir com o parceiro instrumento
minha tristeza, minhas mágoas, os meus ais
juntando assim pelos acordes e compassos de um lamento
as suas cordas e as minhas cordas vocais
Não existe abrigo melhor que um ombro amigo
diante do desencanto, diante do desalento ou de uma desilusão
é nele que a gente volta e meia se debruça, se abraça e soluça
e poe pra fora a dor que mora no coração
E meu coração tem sido muito machucado
só eu que sei tudo o que ele tem passado
o amor tem me maltrado, vivo só e sem carinho
porisso ando a procura de um verso e um chorinho
que chorar junto é melhor que chorar sozinho
sei também que o cavaquinho há de devolver minha calma
vai se aninhar no meu peito e por no colo a minha alma
e por no colo a minha alma
e por no colo...

sábado, 2 de março de 2019
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MAR DE MENINA
Lya Luft
Havia um mar,
e ali brotava uma ilha
povoada de lobos e de pensamentos.
Havia um fundo escuro e belo
onde os náufragos dançavam com sereias.
Havia ansiedade e abraço.
Havia âncora e vaguidão.
Brinquei com peixes e anjos,
fui menina e fui rainha,
acompanhada e largada,
sempre a meia altura
do chão.
A vida um barco, remos ou ventos,
tudo real e tudo
ilusão.

In: Para não dizer adeus, 2005
Arte: David Dubnitskiy
Lya Luft
Havia um mar,
e ali brotava uma ilha
povoada de lobos e de pensamentos.
Havia um fundo escuro e belo
onde os náufragos dançavam com sereias.
Havia ansiedade e abraço.
Havia âncora e vaguidão.
Brinquei com peixes e anjos,
fui menina e fui rainha,
acompanhada e largada,
sempre a meia altura
do chão.
A vida um barco, remos ou ventos,
tudo real e tudo
ilusão.
In: Para não dizer adeus, 2005
Arte: David Dubnitskiy
sexta-feira, 1 de março de 2019
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Palavras às vezes pesam como pedras
ferem a boca como pedra que se mastiga.
Agudas, acertam rápidas como pedras
dirigidas
esfriam como pedras frias na boca
ressentida
pensam e pedram como pedras no caminho.
In A Véspera do Grito
Editora Com-Arte, São Paulo, 2001
Image: Smooth River Pebble
SOBRE A AUTORA: Ieda Estergilda de Abreu nasceu em Fortaleza, Ceará, a 26 de maio de 1943. Formada em Jornalismo e Direito, é assessora editorial da Editora Ática. Publicou os livros: Mais um livro de poemas, Imprensa Universitária da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 1970; Apostilas Poéticas, edição da autora, São Paulo, 1980; e Grãos - poemas de lembrar a infância, Massao Ohno Editor, São Paulo, 1985.
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