domingo, 15 de março de 2009

O poeta baiano nasceu num domingo, às 10h da manhã, do dia 14 de Março do ano de 1847, às margens do rio Paraguaçu, sete léguas distante de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves.

castro_alves                                                                                 Imagem da Internet

Antônio Frederico de Castro Alves nasceu a 14 de março de 1847 na comarca de Cachoeira, na Bahia, e faleceu a 6 de julho de 1871, em Salvador, no mesmo estado brasileiro.
Fez o curso primário no Ginásio Baiano. Em 1862 ingressou na Faculdade de Direito de Recife. Datam desse tempo os seus amores com a atriz portuguesa Eugênia Câmara e a composição dos primeiros poemas abolicionistas: Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso, declamando-os em comícios cívicos.
Em 1867 deixa Recife, indo para a Bahia, onde faz representar seu drama: Gonzaga. Segue depois para o Rio de Janeiro, recebendo aí incentivos promissores de José de Alencar, Francisco Otaviano e Machado de Assis.
Em São Paulo, encontra nas Arcadas a mais brilhante das gerações, na qual se contavam Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes e tantos outros. Vive, então, os seus dias de maior glória.
A 11 de novembro de 1868, em caçada nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe a amputação do pé. Sobreveio, em seguida, a tuberculose, sendo obrigado a voltar à Bahia, onde veio a falecer.
Castro Alves pertenceu à Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos, sendo considerado a maior expressão da época. Sobre o grande poeta, Ronald de Carvalho diz: "- mais perto andou da alma nacional e o que mais tem influído em nossa poesia, ainda que, por todos os modos, tentem disfarçar essa influência, na verdade sensível e profunda".
Suas obras: Espumas Flutuantes, Gonzaga ou A Revolução de Minas, Cachoeira de Paulo Afonso, Vozes D'África, O Navio Negreiro, etc.
Fonte: orbita.starmedia.com

A VOZ DO POETA DO POVO

Jamil Almansur Hadad, em sua ´Revisão de Castro Alves´ observa: ´Com todos os seus rompantes de poeta erudito, imitador de Hugo e tradutor de Esprocenda, ele prolonga a voz dos cantadores cegos das feiras, a voz dos serenatistas bêbedos em noites com lua ou sem lua, mandando a amada suspirosa acordar por detrás das rótulas silentes, a voz do cabra empolgada no desafio, ou entoando o hino de glórias em louvor dos heróis pastoris ou do cangaço´. M. Cavalcanti Proença, fazendo um apanhado de ´semelhança de processos´ entre a poesia de Castro Alves e entre a dos catadores (em geral) nordestinos (especificamente), chama atenção para os ´elementos que estruturam a popularidade do condoreiro´, enumerando, então, um repertório de elementos que atestam essa veia castroalvina que pulsa com a poesia popular. Por essas qualidades de sua obra, é que se entende a admiração tão vigorosa e apaixonada do público ao seu vate. Por isso seus poemas como ´Navio Negreiro´ e ´Vozes d´África´ são estimados como ´a maior altura do seu estro. O primeiro é uma evocação dantesca dos sofrimentos dos negros na travessia da África para o Brasil; o segundo, uma soberba apóstrofe do continente oprimido a implorar a justiça de Deus´, escreve o poeta Manuel Bandeira.
Fonte: www.revista.agulha.nom.br

6 comentários:

Josy Nunes disse...

Oi,
Sereníssima,
amiga,
belissíma e merecida homenagem ao poeta do povo, que apesar do curto tempo de existência deixou uma linda obra intensa e eterna.

LISON disse...

Que Post Fantástico!
Amiga RUTE, parabenizo-a pelo lindo post, construído com muito carinho em homenagem a todos os Poetas e registre-se a biografia de, Antônio Frederico de Castro Alves, está impecável!
Contagiou. Mexeu. Valeu.
Parabéns por mais um excelente Post!
Abraços,
LISON.

Beth Muniz disse...

Olá mais que Serena,
Que boa lembrança que você resgata neste post.
Vida física curta e vida poetica intensa deste nosso mestiço poeta.
Se observarmos atentamente o mar, veremos que as espumas realmente flutuam, num vai e vem que nos deixam embriagados de prazer. Imagino ter sido isto, também que o poeta avistou.
Parabéns e um abraço.
Beth Muniz

Sissym disse...

Que bom lembrar dele, puxa, como li obras dele quando estava na escola.
Beijos

JORNALISMO ANTENADO disse...

Oi amiga Rute, parabéns pela linda e merecida homenagem a Castro Alves.Ele nos brindou com muitas lindas poesias.Bom inicio de semana amiga.Beijos no coração
Márcia CAnêdo

Madresgate disse...

Ola Rute
Desta vez voce arrasou
Voce conseguiu reunir dois fatos realmente exemplares, o dia da poesias e a poesia de um grande mestre.
É sempre bom ver que pessoas como voce apreciam textos de qualidade e sencibilidade.
Parabens pela homenagem
Um forte abraço
Mad

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