sábado, 13 de fevereiro de 2010

                                       Imagem do Jardim de D. Rosa

E um dia, quando Phardrous, o grego, passeava pelo Jardim, bateu com o pé numa pedra e ficou furioso. E voltou-se e apanhou a pedra, dizendo numa voz baixa: “ó coisa morta em meu caminho!” E atirou a pedra para longe.

E Al Mustafa, o Eleito e o Bem-Amado, disse: “Por que dizes ‘ó coisa morta’? Tens estado tanto tempo neste Jardim e não sabes que não há nada morto aqui? Todas as coisas vivem e brilham no saber do dia e na majestade da noite. Tu e a pedra não sois senão um só. A única diferença está no ritmo das pulsações de vossos corações. Teu coração bate um pouco mais rapidamente. Não é, meu amigo? Ah, mas não é tão tranquilo quanto ela.

Seu ritmo e teu ritmo podem ser diferentes, mas eu te digo que se sondares as profundezas de tua alma e medires as alturas do espaço, não ouvirás senão uma melodia, e nessa melodia a pedra e a estrela cantam, uma com a outra, em perfeita consonância.

Se minhas palavras não alcançam teu entendimento, então espera por outra aurora. Se amaldiçoaste esta pedra, porque, em tua cegueira, nela tropeçaste, então almadiçoarias uma estrela se, desse mesmo modo, tua cabeça desse de encontro com ela no céu. Mas chegará o dia em que juntarás pedras e estrelas como uma criança colhe os lírios do vale, e então saberás que todas as coisas são vivas e fragrantes.

(Khalil Gibran, in O Jardim do Profeta)

7 comentários:

Josy Nunes disse...

Oi,
Bom dia!
Adorei o texto e principalmente a dica de leitura. Muito legal! Obrigada!!
Abreijos (abraços e beijos)no coração e fica com Deus

Fernandez disse...

Bom dia amigo!
Achei o texto muito legal! Parabéns pelo post!
Abraços fraternais, Fernandez.

concentrado disse...

Adorei o texto.

Um grande abraço.

Carolbio disse...

Lindo texto amiga...
gosto muito de Kalil Gibran
bjo

Principe Encantado disse...

Como sempre arrazou, muito bom
Abraços forte

JORNALISMO ANTENADO disse...

Kalil Gibram é um sábio né minha amiga?! Quantas pedras em nosso caminho que amaldiçoamos ao invés de usá-las de escada para nossa evolução.

Parabe´ns pela escolha de texto.
BEijos no coração.
Márcia Canêdo

Joicinha disse...

Olá lindinha!!

Não conhecia esse texto e fiquei aqui pensando em tantas coisas que reclamamos, e tudo tem seu valor e importância. Quando entramos em contato consigo mesmo, percebemos o quanto ainda somos inferiores a aquela pedra, que simplesmente vive e não reclama de nada, apenas espera o seu momento.

Adorei
Vivendo e aprendendo.
bjs
Joicinha

Related Posts with Thumbnails

Poética

Poesias

Poetas

Vídeos

A Voz aqui

Pergunte-me

Me leva!

A Poética dos Amigos

Google+

Feed

Posts Coments

Receber postagens por E-mail

Perdi todos :'(

Arquivos