domingo, 3 de abril de 2011

CARNE E ALMA
Anderson Christofoletti


Gosto de sentir sua voz
Penetrando em meu universo de silêncio
Nestes dias cinzentos
Em que nem eu me pertenço.

Seu jeito lúcido e sereno
De desvendar meus caminhos
E percorrê-los sem se perder,
Me torna mais e mais
Vulnerável às suas palavras.

Não entendo de que forma nasce
E qual força rege
Esta minha carência de você;
Esta precisão incessante
Que renasce das cinzas
Cada vez mais falta;
Cada vez mais você
Em mim;
Cada vez mais carne
E alma.

Em meu peito
Sustento uma armadura fundida
Em lágrima e dor,
Nela pode-se ver cunhada
A efígie de uma rosa
Em mulher e fogo.

Feito guerreiro exaurido,
Entrego-me às suas mãos
Refazendo-me em ti
Dos ferimentos:
Da memória em lâmina
Do mundo.

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©Anderson Christofoletti

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