quarta-feira, 20 de abril de 2011

Poesia: A IMAGEM PERDIDA
Mario Quintana
Música e Voz: Márcio Faraco

Como essas coisas que não valem nada
E parecem guardadas sem motivo
Alguma folha seca... uma taça quebrada
Eu só tenho um valor estimativo...
Nos olhos que me querem é que eu vivo
Esta existencia efêmera e encantada...
Um dia hão de extinguir-se, então, mais nada
Mais nada
Refletirá meu vulto vago e esquivo...
E cerraram-se os olhos das amadas,
O meu nome fugiu de seus lábios vermelhos,
Nunca mais, de um amigo, o caloroso abraço...
E, no entretanto, em meio desta longa viagem,
Muitas vezes parei... e, nos espelhos,
Procuro em vão, minha perdida imagem!

Poema manuscrito encontrado no acervo deixado por Mário Quintana.
Todo o acervo foi entregue ao Centro de Memória Literária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, pela herdeira de Quintana, a sobrinha-neta Elena, para que seja preservado e divulgado.

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