terça-feira, 17 de janeiro de 2012

AMOR PACÍFICO E FECUNDO
Rabindranath Tagore


Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.

Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!

barrinha_10

In O Coração da Primavera
Tradução de Manuel Simões

Imagem da Internet via Google

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