UNS
RICARDO REIS
(heterônimo de Fernando Pessoa)
Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
o dia, porque és ele.
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Gustavo Villas Boas
da Folha de São Paulo
Fonte:
folha uol com br
SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.
GLAUCO - Imagino tudo isso.
SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.
GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!
SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
GLAUCO - Claro que sim.
SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
GLAUCO - Necessariamente.
SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.
SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?
GLAUCO - A princípio nada veria.
SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida.
SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida.
SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente.
SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
GLAUCO - Por certo que o fariam.
SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.
Extraído de "A República" de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291
ORAÇÃO
FERNANDO PESSOA
Senhor, que és o Céu e a Terra,
e que és a Vida e a Morte!
O Sol és Tu e a Lua és Tu e o Vento és Tu também!
Onde nada está Tu habitas e onde tudo está é o Teu templo.
Eis o Teu Corpo!
Dá-me vida para Te servir e alma para Te amar.
Dá-me vista para Te ver sempre no Céu e na Terra,
ouvidos para Te ouvir no Vento e no Mar,
e mãos para trabalhar em Teu nome."
Torna-me puro como a água e alto como o céu.
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos,
Nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos, e,
Te Servir como a um Pai.
Minha vida seja digna da Tua presença.
Meu corpo seja digno da Terra, Tua cama.
Minha alma possa aparecer diante de Ti,
Como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol,
Para que eu Te possa adorar em mim;
E, torna-me puro como a Lua,
Para que eu Te possa rezar em mim;
E torna-me claro como o dia para que,
Eu Te possa ver sempre em mim.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta Teu.
Senhor, livra-me de mim.
Com o enredo "Estrelas em poesia! Livros de contos, crônicas e fantasias... Mocidade apresenta: Clube Literário Machado de Assis", a Mocidade Independente de Padre Miguel entra na avenida no domingo de carnaval (22 de Fevereiro), homenageando Machado de Assis e Guimarães Rosa.
Capitu e Riobaldo, Diadorim e Bentinho, todos juntos numa homenagem a dois grandes escritores brasileiros.
"O gancho que une esses dois escritores é o ano de morte de Machado, 1908, que coincide com o nascimento de Guimarães Rosa. Por isso, retratamos a obra de ambos no nosso desfile". A Marquês de Sapucaí vai se transformar em verso e prosa", promete o carnavalesco Cláudio Cavalcante, o Cebola.
Entre as atrações que a verde-e-branca prepara em seu desfile, está a apresentação do grupo de teatro Nós no Morro, que encenará o espetáculo "Machado 3 X 4" na segunda alegoria, que retrata a vida do autor de "Dom Casmurro". Capitu, sua célebre personagem, será representada no desfile, segundo o carnavalesco, pela atriz Maria Fernanda Cândido, que já a incorporou na minissérie homônima, exibida em dezembro passado. Já o ator Stepan Nercessian viverá Guimarães Rosa.
A Academia Brasileira de Letras (ABL), fundada por Machado de Assis, será lembrada numa grande alegoria que reproduzirá a fachada do prédio. A comissão de frente, coordenada pelo coreógrafo Fábio de Mello, também se inspira nos grandes acadêmicos. Os integrantes, devidamente paramentados de literatos imortais, tomarão o famoso chá das cinco em plena Marquês de Sapucaí.
"Durante esse chá, muita coisa vai acontecer. Vários personagens vão surgir", adianta o carnavalesco.
Fonte:
http://g1.globo.com/Carnaval2009
AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER
LUÍS VAZ DE CAMÕES
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Olhos Nos Olhos
Intérprete: Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
Fonte do vídeo

Compositor respeitado e cantor amadurecido na dura disciplina dos conjuntos vocais, em décadas de Boca Livre, já como solista, Zé Renato havia reinterpretado a obra de Silvio Caldas, de Zé Kéti e de Chico Buarque em discos notáveis, com prêmios e criticas consagradoras. Agora ele oferece a mais bonita, elegante e sofisticada releitura da Jovem Guarda já feita até hoje. E a mais surpreendente.
Com produção precisa e inventiva de Dé Palmeira, o disco é uma seleção de clássicos aparentemente ingênuos e simplórios da Jovem Guarda, vestidos luxuosamente por arranjos e instrumentações que dão um tratamento rítmico e harmônico moderno e sofisticado às popularíssimas canções que embalaram os jovens dos anos 60. [Nelson Motta]
Leia mais no site do cantor
http://www.zerenato.com.br
É TEMPO DE AMAR – 2008
1. É Tempo de Amar (Pedro Camargo/José Ari)
2. Coração de Papel (Sérgio Reis)
3. Eu Não Sabia Que Você Existia (Renato Barros/Toni)
4. Por Você (Vinicius de Moraes/Francisco Enoé)
5. Lobo Mau (Ernest Mareska/vers. Hamilton di Giorgio)
6. Com Muito Amor e Carinho (Chil Deberto/Eduardo Araújo)
7. Não Há Dinheiro Que Pague (Renato Barros)
8. Nossa Canção (Luiz Ayrão)
9. Quero Ter Você Perto de Mim (Neneo)
10. Ninguém Vai Tirar Você de Mim (Hélio Justo/Edson Ribeiro)
11. Custe o Que Custar (Hélio Justo/Edson Ribeiro)
12. O Tempo Vai Apagar (Paulo César Barros/Getúlio Cortes)
13. A Última Canção (Carlos Roberto)
Maysa era uma mulher fascinante que não aceitava que lhe colocassem rédeas. Com coragem, desafiou os padrões sociais de uma época e fez história. Enfrentou oposições e críticas, em nome de um sonho: o de expor sua arte, de cantar e encantar platéias com sua música.
Educada em regime de internato em colégio de freiras, Maysa contestava os limites e regras desde pequena. Aos 13, já se maquiava. Na adolescência, causava polêmica ao usar calças compridas e fumar na rua. Nessa época, suas composições ainda ficavam restritas aos diários e anotações íntimas. Cantava apenas em casa, nas muitas festas que seus pais, Inah e Monja , ofereciam.
Aos 17 anos, Maysa casou-se com o bilionário André Matarazzo, um poderoso empresário da indústria brasileira e um homem quase 20 anos mais velho que ela. Com ele, teve seu único filho: Jayme Monjardim Matarazzo. Após alguns anos, ocorreu o divórcio.
Maysa morreu prematuramente em um acidente de carro na ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, aos 40 anos, no dia 22 de janeiro de 1977. Muitos são os rumores que surgiram em torno do acidente, mas a verdade é que sua morte foi uma fatalidade.
Imagem: Bete Brito
in: FRAGMENTO DE UM DISCURSO AMOROSO
ROLAND BARTHES
Seja para querer provar seu amor, seja para se esforçar em decifrar se o outro o ama, o sujeito apaixonado não tem à sua disposição nenhum sistema de signos seguros. O gesto do abraço amoroso parece realizar por um momento, para o sujeito, o sonho de união total com o ser amado. Entretanto, no meio desse abraço infantil, surge infalivelmente o genital; ele corta a sensualidade difusa do abraço incestuoso; a lógica do desejo se põe em movimento, retorna o querer-possuir, o adulto se sobrepõe à criança. Sou então dois sujeitos ao mesmo tempo: quero a maternidade e a genitalidade (o enamorado poderia ser definido: uma criança com tesão retesando seu arco: como o jovem Eros).
PROCURA
DORA BRISA
Quero ouvir aquela canção
Que canta o amor, a paz,
O olhar, o perdão,
E muito mais...
Não é essa música, não,
Nem aquela lançada ano passado...
É outra, que fala de tudo do coração,
Extingue a palavra pecado...
Também quero aquela poesia
Que fala de outros tempos,
Do nosso dia-a-dia,
Quando voávamos com outros ventos...
Não, não é aquela poesia,
Porque falta alguma coisa nela:
Talvez uma rede vazia,
Ou uma esperança na janela...
Quero música, poesia,
Procuro-as por todo lugar,
Mas nada preenche minha busca vazia,
E louca continuo a pesquisar...
Cansada de vasculhar,
Deixo minha procura, enfim...
Sozinha, busco o caminho do mar:
Eis a música e a poesia dentro de mim...
Imagem: Bete Brito
POEMA DE AMOR
NUNO JÚDICE
O céu, as linhas de luz na água,
caminhos diferentes para o coração.
A queda de sons diversos na atenta coincidência
dos ouvidos. A relação de uma límpida tarde
com um movimento de ombros, junto do teu corpo,
na luminosa sequência da tua voz.
Um andar divino de transparente espectro
sobre o fundo de árvores;
o acentuar da impressão dos teus olhos
na quente atmosfera estagnada.
Mas o súbito levantar do vento dissipou
a primitiva aparência. Um canto lívido
de mortas recordações apenas subsistiu,
o indefinido desgosto dos teus braços,
o remorso de gestos incompletos
que a memória suspende.
Nem me espanto já com a tua proximidade.
Bem vindos, decompostos lábios!
O ranger da cama sobrepõe-se
ao ruído das cigarras.
Quem Te Viu, Quem Te Vê
Intérprete: Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua
Hoje o samba saiu, lá lalaiá, procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer
Quando o samba começava você era a mais brilhante
E se a gente se cansava você só seguia a diante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado
O meu samba assim marcava na cadência os seus passos
O meu sonho se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão
Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia
Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você me assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade por favor não dê na vista
Bate palma com vontade, faz de conta que é turista
Fonte do vídeo

Passo-a-passo para criar um vídeo no Windows Movie Maker usando as suas fotos
Você já deve ter visto vários vídeos por ai feitos com imagens e fotos (em casamentos há muito disto, são juntadas as fotografias da cerimônia e compiladas em um filme com transições, efeitos e até trilha sonora).
Com este tutorial você também poderá criar o seu próprio vídeo usando suas fotos preferidas, de forma simplificada e rápida, usando o novíssimo software Windows Live Movie Maker.
Vamos passar então às instruções de como criar o seu próprio vídeo no novo Windows Live Movie Maker: primeiro baixe e instale o software na sua máquina (Windows Live Movie Maker), separe as fotos que farão parte do seu projeto e, se desejar, pode adicionar áudio ou músicas para rolarem durante o vídeo.
Adicionar imagens
Primeiro, devemos adicionar arquivos de imagem para começar a produção, para isso, clique no botão 'Adicionar' no campo 'Vídeos e fotos', vá até a pasta onde os arquivos estão armazenados e clique sobre eles para que sejam adicionados. Após escolher todas as fotos, organize a ordem que aparecerão arrastando-as para a ordem desejada. Veja o vídeo abaixo para ficar mais claro:
CANÇÃO DO AMOR IMPOSSÍVEL
Antonio Cícero
Como não te perderia
se te amei perdidamente
se em teus lábios eu sorvia
néctar quando sorrias
se quando estavas presente
era eu que não me achava
e quando tu não estavas
eu também ficava ausente
se eras minha fantasia
elevada a poesia
se nasceste em meu poente
como não te perderia?
Imagem: Pintura de Chen Chong Ping
ONDE ME LEVAS, RIO QUE CANTEI
EUGÉNIO DE ANDRADE
Onde me levas, rio que cantei,
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me leva?, que me custa tanto.
Não quero que conduzas ao silêncio
duma noite maior e mais completa.
com anjos tristes a medir os gestos
da hora mais contrária e mais secreta.
Deixa-me na terra de sabor amargo
como o coração dos frutos bravos.
pátria minha de fundos desenganos,
mas com sonhos, com prantos, com espasmos.
Canção, vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca.
Há outra fase na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca.
[Onde me levas, rio que cantei - Eugénio de Andrade]
Uma das mais importantes obras da literatura nacional, Dom Casmurro, é revisitada nesta minissérie de 5 episódios. Com um roteiro que segue de perto a famosa história criada por Machado de Assis, Capitu preserva a dúvida sobre a traição da esposa de Bentinho com seu melhor amigo, Escobar. A história é narrada pelo próprio Dom Casmurro, apelido de Bento Santigo. Ele conta sua história ao lado de Capitu, sua vizinha na infância. Desde muito cedo, Capitu era esperta e cheia de vida, o que lhe rendeu o famoso epíteto de “cigana oblíqua e dissimulada”. Mas o amor de Bentinho e Capitu é interrompido por uma promessa da mãe do jovem (d. Glória, interpretada por Eliane Giardini): entregar seu filho para o sacerdócio. Apesar de detestar a vida no seminário, é lá que Bentinho conhece seu melhor amigo, Escobar (iinterpretado por Pierre Baitelli). Algum tempo depois, por meio de um plano muito audaz, Bentinho consegue escapar do destino de ser padre e fica livre para se casar com Capitu. Casados, Bentinho e Capitu ficam cada vez mais próximos de Escobar e sua esposa. E é quando a amizade entre Capitu e Escobar se fortalece que Bentinho começa a desconfiar da fidelidade da esposa, e sua vida é consumida pelo ciúme que sente. A minissérie é divida em duas fases. A primeira conta o amor adolescente entre Capitu e Bentinho. Nesta fase, os personagens do (suposto) triângulo amoroso são interpretados por estreantes: Capitu é interpretada por Letícia Persiles e Bentinho por César Cardareiro. A segunda fase retoma a história a partir do ponto em que Bentinho volta da temporada de estudos no exterior e estende-se até a morte de Ezequiel, filho de Bentinho (nesta fase interpretado por Michel Melamed) e Capitu (interpretada por Maria Fernanda Cândido)
João e Maria
Intérpretes: Chico Buarquee Nara Leão
Comp.: Chico Buarque e Sivuca
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
Fonte do vídeo

As coisas simples dizem-se depressa ; tão depressa
que nem conseguimos que as ouçam. As coisas
simples murmuram-se; um murmúrio
tão baixo que não chega aos ouvidos de ninguém.
As coisas simples escorrem pela prateleira
da loja; tão ao de leve que ninguém
as compra. As coisas simples flutuam com
o vento; tão alto, que não se vêm.
São assim as coisas simples: tão simples
como o sol que bate nos teus olhos, para
que os feches, e as coisas simples passem
como sombra sobre as tuas pálpebras.
[Tarde com sol - Nuno Júdice]
Thaís Gulin é cantora e compositora. Lançou seu primeiro disco em 2007.
Em 2008 foi indicada a cantora revelação no Prêmio Rival BR de Música Brasileira. Participou de homenagens a Edu Lobo (Programa Som Brasil, Rede Globo) e Cássia Eller (TV Cultura).
Considerada uma das grandes revelações musicais do ano por críticos das publicações Rolling Stone Brasil e Folha de São Paulo com seu CD de estréia, “Thaís Gulin”, lançado em 2007 [Fonte: LastFm]
01 - Garoto de Aluguel (Taxi Boy)
(Zé Ramalho)
02 - Piano (Ofídico Fatídico)
(Iara Rennó e Anélis Assumpção)
03 - Lua Cheia
(Toquinho e Chico Buarque)
04 - Defeito 10: Cedotardar
(Tom Zé e Moacyr de Albuquerque)
05 - Bloco da Solidão
(Jair Amorim e Evaldo Gouveia)
06 - De Boteco em Boteco
(Nelson Sargento)
07 - Hino de Duran
(Chico Buarque)
08 - Cisco
(Zeca Baleiro e Carlos Careqa)
09 - Cinema Incompleto (Núpcias)
(Thais Gulin e Arrigo Barnabé)
10 - História de Fogo
(Otto e Alessandra Negrini)
11 - A Vida da Outra (Dela) ou Eu
(Thais Gulin e Rogério Guimarães)
12 - 78 rotações
(Jards Macalé e Capinam)
Ouça Bloco da Solidão >> AQUI
imagem: Ni Ribeiro
Não sou como a abelha saqueadora que vai sugar o mel de uma flor, e depois de outra flor. Sou como o negro escaravelho que se enclausura no seio de uma única rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele; e abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu.
[Roger Martin du Gard, in Os Thibault]
Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
[Quando - Álvaro de Campos]
Heterônimo de Fernando Pessoa
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Quantas coisas, que temos por certas ou justas, não são mais que os vestígios dos nossos sonhos, o sonambulismo da nossa incompreensão! Sabe acaso alguém o que é certo ou justo? Quantas coisas, que temos por belas, não são mais que o uso da época, a ficção do lugar e da hora? Quantas coisas, que temos por nossas, não são mais que aquilo de que somos perfeitos espelhos, ou invólucros transparentes, alheios no sangue à raça da sua natureza!
Quanto mais medito na capacidade, que temos, de nos enganar, mais se me esvai entre os dedos lassos a areia fina das certezas desfeitas. E todo o mundo me surge, em momentos em que a meditação se me torna um sentimento, e com isso a mente se me obnubila, como uma névoa feita de sombra, um crepúsculo dos ângulos e das arestas, uma ficção do interlúdio, uma demora da antemanhã. Tudo se me transforma em um absoluto morto de ele mesmo, numa estagnação de pormenores. E os mesmos sentidos, com que transfiro a meditação para esquecê-la, são uma espécie de sono, qualquer coisa de remoto e de sequaz, interstício, diferença, acaso das sombras e da confusão.
Nesses momentos, em que compreenderia os ascetas e os retirados, se houvesse em mim poder de compreender os que se empenham em qualquer esforço com fins absolutos, ou em qualquer crença capaz de produzir um esforço, eu criaria, se pudesse, toda uma estética da desconsolação, uma rítmica íntima de balada de berço, coada pelas ternuras da noite em grandes afastamentos de outros lares.
Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de porque se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e o outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão.
Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.
Bernardo Soares - Livro do Desassossego
Heterônimo de Fernando Pessoa
GÊNESE
NUNO JÚDICE
Todo o poema começa de manhã, com o sol. Mesmo
que o poema não esteja à vista (isto é céu de chuva)
o poema é o que explica tudo, o que dá luz
à terra, ao céu, e com nuvens à mistura – a luz incomoda
quando é excessiva. Depois, o poema sobe
com as névoas que o dia arrasta; mete-se pelas copas das
árvores, canta com os pássaros e corre com os ribeiros
que vêm não se sabe de onde e vão para onde
não se sabe. O poema conta como tudo é feito:
menos ele próprio, que começa por um acaso cinzento,
como esta manhã, e acaba, também por acaso,
com o sol a querer romper.
[Gênese - Nuno Júdice]
Conduta e Poesia
Pablo Neruda
Quando o tempo nos vai comendo com o seu relâmpago quotidiano decisivo, as atitudes fundadas, as confianças, a fé cega se precipitam e a elevação do poeta tende a cair como o mais triste nácar cuspido, perguntamo-nos se já chegou a hora de envilecermos. A hora dolorosa de ver como o homem se sustém a puro dente, a puras unhas, a puros interesses. E como entram na casa da poesia os dentes e as unhas e os ramos da feroz árvore do ódio. É o poder da idade, ou proventura, a inércia que faz retroceder as frutas no próprio bordo do coração, ou talvez o «artístico» se apodere do poeta e, em vez do canto salobro que as ondas profundas devem fazer saltar, vemos cada dia o miserável ser humano defendendo o seu miserável tesouro de pessoa preferida?
Aí, o tempo avança com cinza, com ar e com água! A pedra que o lodo e a angústia morderam floresce com prontidão com estrondo de mar, e a pequena rosa regressa ao seu delicado túmulo de corola.
O tempo lava e desenvolve, ordena e continua.
E que fica então das pequenas podridões, das pequenas conspirações do silêncio, dos pequenos frios sujos da hostilidade? Nada, e na casa da poesia não permanece nada além do que foi escrito com sangue para ser escutado pelo sangue.
[Pablo Neruda, in Nasci para Nascer]
DIÁFANO
Rita Costa
Não é preciso que me demore.
Basta um simples olhar furtivo
para que eu veja nos teus olhos
o fulgor das noites sedentas
que o tempo nos concedeu.
Mas se me demoro neles,
vejo um universo em expansão,
onde nasceram as certezas
que deram sentido afetivo às palavras
e nos guiaram por emoções.
Tudo posso ler no teu olhar.
Reconheço nele cada verso…
há um brilho de poesia primitiva
e o sorriso, de quando eles
cruzaram com os meus... um dia.
Imagem da Internet, pelo Google
Once I Loved
Vincent Herring
(O amor em paz) Vrs. Ray Gilbert
Autores: Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes
Do Album:
Vincent Herring - Jobim For Lovers (1999)
Fonte do vídeo

Quartas – 21:00h
Sábados – 21:00h
Domingos – 19:00h
Encontro marcado com a Poesia, boa música e amigos.
Entre no link acima, faça seu cadastro, adicione o nick Serenissima, venha participar da sala!
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Passou a vigorar a partir de 01 de Janeiro de 2009
Mudanças no alfabeto
Trema
Mudanças nas regras de acentuação
Uso do hífen
FONTE: Guia Reforma Ortografica Michaelis
Saiba mais >> ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
PORTAL DA LÍNGUA PORTUGUESA
SÓ
Oswaldo Montenegro
Vontade de ser sozinho
Sem grilo do que passou
A taça do mesmo vinho
Sem brinde mas por favor
Não é que eu não tenha amigos, não
Não é que eu não dê valor
Mas hoje é preciso a solidão
Em nome do que acabou
Vontade de ser sozinho
Mas por uma causa sã
Trocar o calor do ninho
Pelo frio da manhã
Valeu a orquestra se valeu
Agora é flauta de Pã
Hojé é preciso a solidão
Com a benção do Deus Tupã, ô menina
E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Mas o vento não traz resposta
Acabou
A flecha que passa rente
Cantor implorando um bis
O cara que sempre mente
A feia que quer ser miss
Gaivota voando sob o céu
A letra que eu nunca fiz
Tudo é a mesma solidão
Mas dá pra se ser feliz, ô menina
E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Mas o vento não traz resposta
Acabou
E todo mundo é sozinho
E ai de quem pensar que não
A moça com seu vizinho
Soldado com capitão
E resta a quem tá sem seu amor
Amar sua solidão
Hoje é preciso um uivo
De lobo na escuridão, ô menina
E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
O vento não traz resposta
Acabou
E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
O vento não traz resposta

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